28 de dez de 2014

Mourinho e o novo Chelsea


«A nossa criatividade vem da qualidade dos jogadores e da ideia de jogo que temos vindo a perseguir desde o início da época.»

«Somos muito melhores quando temos a bola. Na temporada passada éramos muito fortes defensivamente e organizados, mas faltávamos criatividade. O desafio, nesta temporada, era trazer essa criatividade e dinâmica sem perder as qualidades defensivas»

Foram estas as declarações de Mourinho há 2 ou 3 dias, e presumo que hoje ainda acredite nelas. Diz Mourinho que a criatividade do seu modelo de jogo vem da qualidade dos seus jogadores e da ideia de jogo que tem vindo a trabalhar durante o inicio da época. A 1ª parte da sua afirmação é facilmente confirmável se olharmos para o 11 base do Chelsea este ano. Com Fábregas Matic, Oscar, Willian e Hazard, qualidade técnica e criatividade é coisa que não falta. Já a 2ª parte, ou seja, a que diz respeito à ideia de jogo, neste caso o processo ofensivo, é que me parece totalmente errada.

Não só não são principios coletivos de qualidade, como em nada evoluíram em relação à época passada. O Chelsea, neste momento da época, assim como o do ano passado, depende muito da qualidade individual dos seus executantes porque os seus comportamentos coletivos ofensivos são fracos, para não dizer pior. Não era este o Chelsea de inicio de época.. 















27 de dez de 2014

Seja bem-vindo Mata




Que bom que é ver a qualidade técnica, a inteligencia e a criatividade tudo junto num só jogador







25 de dez de 2014

Podes repetir, Muller?


«É mais fácil jogar se tens sempre a posse de bola, isto porque pensas: “Se tenho a bola quase sempre, então o adversário não pode criar perigo".» Muller


Muller disse jogar mas podia ter dito defender e a afirmação continuava a ser totalmente verdadeira, embora muitos e bons treinadores continuem a pensar que para defender bem é preciso recuar as linhas, abdicar de ter a bola e colocar em campo jogadores de características mais defensivas, a verdade é que se a tua equipa tem a bola, então o adversário não pode criar perigo. 

O Bayern de Pep Guardiola é o espelho de como bem defender com bola e isso reflete-e ao nível do número de golos sofridos na Bundesliga. Os 4 golos sofridos com 17 jornadas decorridas fazem da formação bávara uma das equipas menos batidas da Europa, isto se não for mesmo a menos batida. Não tendo como objectivo manter a posse de bola só para evitar que o adversário a tenha, a verdade é que através da sua excelente organização ofensiva, da qual faz parte a  elevada % de posse de bola com qualidade que tem em cada encontro, a equipa de Guardiola não possibilita aos adversários a oportunidade de criar muitas situações de perigo para a baliza de Neuer. 







21 de dez de 2014

Cobertura e contenção


Nem sempre a linha da cobertura deve estar mais baixa que a contenção. Em zonas mais próximas da baliza, ou seja, onde um remate pode facilmente dar golo, ambas as linhas devem estar o mais próximas possíveis, para que caso a contenção seja batida, o portador da bola não tenha tempo nem espaço para executar.

No 1º golo do Liverpool, foi este o comportamento defensivo do Arsenal. 

8 de dez de 2014

Maurício Nascimento


Toda a inteligencia de Mauricio demonstrada num pequeno lance 


29 de nov de 2014

Jonas


Qualidade técnica, criatividade e inteligência. Eis Jonas  


22 de nov de 2014

Explorar a profundidade


Nada melhor do que obrigar a linha defensiva a percorrer o caminho contrário ao do jogador que irá explorar a profundidade para que a linha defensiva fique toda batida. 


14 de nov de 2014

13 de nov de 2014

«Nem contra a Alemanha faria marcação especial» - Fernando Santos


"Nem que jogasse contra a Alemanha iria marcar Muller, não iria marcar nenhum jogador homem a homem"

Hum.. 



9 de nov de 2014

Transição rápida....e temporização


Lição rápida de como a temporização é importante, mesmo que seja numa situação de transição rápida. Benzema explica


 
(5x3 e não 4x3)

Pellegrini Pellegrini


Não me querendo armar em vidente, parece cada vez mais perto o despedimento de Manuel Pellegrini do cargo de treinador do Manchester City. Decorridas 11 jornadas da Premier League e 4 da Champions League os resultados não são nada animadores e em nada condizem com a qualidade dos plantel que tem ao seu dispor. Resta a Manuel Pellegrini inverter rapidamente o rumo dos acontecidos se não se quiser tornar no mais recente desempregado...milionário

23 de out de 2014

18 de out de 2014

Fábregas e os apoios frontais


A importância da proximidade dos apoios demonstrada num lance conduzido pelo maestro Cesc

9 de out de 2014

Benzema

Por muitos criticado, o trabalho de Benzema (que eu adoro) é reconhecido pelos seus colegas de equipa. Há uns dias foi Ronaldo a elogia-lo (com tanto golo que marca graças a ele é o minimo que pode fazer) agora Varane:

"Benzema, más que un '9' es un nueve y medio"

"Su talento le permite hacer goles, pero también distribuir juego"



A qualidade de movimentação de Benzema, a maneira como serve de apoio para os colegas, o modo como constantemente toma as melhores decisões em pro do coletivo fazem dele um dos melhores avançados do Mundo ainda que muitos o critiquem por não ter uma média de golos tão elevada como outros. Varane mostra saber na perfeição aquilo que o seu colega de clube e seleção oferece ao jogo.

Mais do que um simples finalizador é também um construtor, um criador de situações de finalização para os seus colegas porque tem qualidade técnica e inteligencia para tal. Quantos e quantos golos Ronaldo não marcou porque Benzema fixou mais que um jogador e soltou a bola no tempo certo? Quantos foram os golos do Real Madrid que nasceram de apoios frontais de Benzema? Muitos certamente. 

Infelizmente há muita boa gente que continua a olhar para o trabalho de um avançado e julga-lo com base no número de golos que ele próprio marca. Na minha opinião, é uma analise muito redutora tendo em conta o futebol da actualidade. Vários foram os jogos em que Benzema mesmo sem marcar foi fundamental para a vitória dado o elevado número de situações de finalização que proporciona aos seus colegas. Aproximou ou não aproximou a sua equipa do sucesso mesmo sem marcar golos? A resposta é obvia. 




5 de out de 2014

Ronaldo


Lance de fácil decisão mas que nem todos os jogadores tomam, como pode ver aqui


30 de set de 2014

12 de set de 2014

Europeu Sub-21


Numa altura em que o Europeu de Seleções principais vai passar a contar com 24 participantes é incompreensível que no Europeu Sub-21 continuem apenas a ser apuradas 8 seleções. Muitos jovens perdem a oportunidade de mostrar o seu valor numa competição que capta a atenção dos grandes clubes da Europa porque a Uefa assim decidiu. 

Não tem sentido nenhum os vencedores dos respectivos grupos de qualificação terem de disputar um play-off para garantirem a entrada no Europeu Sub-21. A seleção portuguesa por exemplo, realizou uma fase de qualificação perfeita em termos de resultados, com 8 vitórias em 8 jogos e pode nem garantir a sua participação. Pode até ser melhor que a seleção holandesa nos 2 jogos em que se irão encontrar e não conseguir a qualificação. Quero com isto dizer que o factor sorte ganha mais importância quanto menor for o numero de jogos a realizar. Se ganhou os 8 jogos da fase de qualificação não pode ter sido só sorte, houve mérito certamente, pelo que é tremendamente injusto em 2 jogos que possam correr menos bem não conseguir a qualificação. 

É altura da Uefa repensar o modelo desta competição, permitindo que mais seleções participem e mais jovens tenham oportunidade de mostrar a sua qualidade dado que, infelizmente, muitas vezes nos clubes onde jogam encontram treinadores que privilegiam mais a experiencia que a qualidade. 




10 de set de 2014

Sistema táctico vs Modelo de jogo


Este post surge no seguimento da conversa a que assisti há minutos entre Vitor Pereira e Carlos Daniel no programa Grande Área sobre o sistema táctico da seleção e a sua influência na presença de jogadores em zonas de finalização. 

Apesar de serem dois conceitos diferentes estão interligados um com o outro. O sistema táctico é a base, é a disposição dos jogadores em campo, é o ponto de partida. O modelo de jogo é a dinâmica que é oferecida a esse sistema táctico. São os princípios que dão "vida" ao sistema táctico.  

Ainda é muito recorrente assistirmos a observações do gênero: " O 4x3x3 contra equipas mais fracas não resulta porque há pouca presença na área adversária". Não podia estar mais errada este tipo de ideia. O facto de a base da equipa ser o 4x3x3, ou seja, 3 médios, 2 extremos e só 1 avançado centro em nada tem a ver com a presença de jogadores na área adversaria quando a equipa se encontra em organização ofensiva. 

São as dinâmicas criadas entre os jogadores que vão determinar a quantidade de jogadores em determinadas zonas do campo, sejam elas defensivas ou ofensivas. Ao olharmos apenas para o sistema táctico de uma determinada equipa ou seleção não podemos retirar praticamente nada sobre os comportamentos que vão surgir com o decorrer do jogo. 

Pode uma equipa que joga em 4x3x3 ter mais gente em zonas de finalização do que uma equipa que actua em 4x4x2? Obvio que sim. Basta por exemplo que o extremo do lado aposto ao da bola aproxime do avançado e um dos médios interiores apareça dentro da área através de um movimento de rutura para que o número de jogadores em zonas de finalização aumente. E isto tanto serve para cruzamentos como para jogadas pelo corredor central.  

São as interações entre os jogadores que vão determinar o comportamento a seguir em função do contexto que o  jogo oferece e não a disposição dos jogadores em campo. 

O engraçado (ou triste dado que há muita gente que não entende) é que o facto de ter mais jogadores dentro da área não quer obrigatoriamente dizer que a equipa se encontra em condições mais favoráveis para finalizar.  É só contar o número de jogadores dentro da área neste lance aqui para confirmar que mesmo com poucos é possível criar situações claras de finalização bastando para isso ter uma organização ofensiva com principios de qualidade.









5 de set de 2014

O espanhol Diego Costa


Não vi com atenção o jogo de ontem entre a França e a Espanha pelo que não me vou pronunciar sobre a exibição do Diego Costa mas depois de ler as declarações de Del Bosque é fácil perceber o que aconteceu. 

O que me causa surpresa é o selecionador fazer esta analise: 

«Devemos perceber melhor Diego Costa»

«Construímos jogo, tivemos posse de bola, controlámos o jogo e foi um bom teste. Diego Costa mostrou o que é capaz, agora temos de nos conectar com ele, percebê-lo. Vamos melhorar»


Vamos lá ver se entendi bem. Del Bosque acha que são os jogadores que se devem adaptar à maneira de jogar do seu avançado? Diego Costa é o oposto do que a seleção Espanhola defende e só por isso já é muito questionável a sua convocatória mas dizer que são os colegas de equipa que devem perceber Diego Costa é roça o ridículo.

Del Bosque é que deve perceber que o Diego Costa não se enquadra minimamente no estilo de jogo da seleção. Não se enquadra porque não sabe servir de apoio, porque não pensa o jogo de maneira coletiva nem toma as melhores decisões com frequência. Diego Costa é um finalizar e mais não lhe podem pedir. É isto que o selecionador tem de perceber. 

2 de set de 2014

Organização defensiva do Benfica


4 simples imagens que representam bem o que é a organização defensiva do Benfica. Mérito total para o seu treinador, dos melhores do Mundo a trabalhar a organização defensiva da sua equipa. 










30 de ago de 2014

Everton vs Chelsea e o festival de golos

Jogo atípico até para a Premier League. 9 golos em 90 minutos não é coisa a que se assista todos os jogos. No que diz respeito à emoção foi um jogo perfeito já no que diz respeito à organização deixou muito a desejar. Defensivamente foram muitos os erros cometidos por ambas as equipas, fator que contribuiu muito para o elevado número de golos marcados. 

Mourinho voltou a desiludir, mesmo tendo o Chelsea goleado o Everton em sua casa. Começou cedo a ganhar e isso foi prejudicial para a qualidade do futebol apresentado. Baixou muito as linhas e deu o controlo do jogo ao adversário tendo como único objectivo aproveitar as transições. Ter Ramires e não ter Oscar apresenta um decréscimo de qualidade muito grande, principalmente em organização ofensiva. Infelizmente Mourinho continua com a ideia de que para defender melhor um resultado vantajoso deve meter o maior número de defesas e trincos possíveis em campo. Terminou o jogo com 5 defesas e 2 trincos em campo.

Alguns erros na organização defensiva do Chelsea resultaram em 3 golos sofridos, alguns facilmente evitáveis como por exemplo o lance do 2º golo:

Individualmente destacar 3 jogadores: Matic, Fábregas e Diego Costa. Os dois primeiros pela qualidade que oferecem em posse. Critério e qualidade de passe, tomada de decisão e qualidade técnica fazem deles uma das melhores duplas de médios do Mundo. Diego Costa, não oferece praticamente nada a não ser no momento da finalização, mas a verdade é que nesse momento tem contribuído da melhor maneira. 4 golos em 3 jornadas. Muito bem principalmente no que diz respeito a explorar a profundidade. Infelizmente no resto revela-se um jogador fraco. Muito mal nos apoios, na recepção e no passe, acumulou mais de uma dezena de perdas de bola. 

No que diz respeito ao Everton, o destaque (negativo) vai obviamente para a sua organização defensiva. Demasiados erros para um jogo só, ainda por cima contra a equipa mais forte individualmente da Liga Inglesa. Apesar de ser uma equipa bem organizada defensivamente, a sua linha defensiva não funciona como uma verdadeira linha e isso foi bem visivel no jogo frente ao Chelsea. Demasiado o espaço entre os elementos e má coordenação entre os centrais são dois exemplos claros de debilidades defensivas que este Everton apresenta e que muito contribuíram para o facto de terem sofrido 6 golos no seu próprio estádio. 






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