30 de set de 2014

18 de set de 2014

Bayern versão 3x5x2


Não foi a primeira vez que o Bayern utilizou o sistema táctico 3x5x2 (ou 5x3x2 mais em organização defensiva) mas nunca o tinha observado com atenção suficiente para tirar algumas ilações. Fi-lo no jogo da 1ª jornada da Champions League contra o Manchester City e fiquei agradado com o que observei principalmente quando o Bayern se encontrava sem bola. Alguns exemplos:








Em organização ofensiva os principios a que Guardiola já nos habituou. Proximidade dos apoios, ocupação do espaço entre-linhas e utilização do corredor central.

















12 de set de 2014

Europeu Sub-21


Numa altura em que o Europeu de Seleções principais vai passar a contar com 24 participantes é incompreensível que no Europeu Sub-21 continuem apenas a ser apuradas 8 seleções. Muitos jovens perdem a oportunidade de mostrar o seu valor numa competição que capta a atenção dos grandes clubes da Europa porque a Uefa assim decidiu. 

Não tem sentido nenhum os vencedores dos respectivos grupos de qualificação terem de disputar um play-off para garantirem a entrada no Europeu Sub-21. A seleção portuguesa por exemplo, realizou uma fase de qualificação perfeita em termos de resultados, com 8 vitórias em 8 jogos e pode nem garantir a sua participação. Pode até ser melhor que a seleção holandesa nos 2 jogos em que se irão encontrar e não conseguir a qualificação. Quero com isto dizer que o factor sorte ganha mais importância quanto menor for o numero de jogos a realizar. Se ganhou os 8 jogos da fase de qualificação não pode ter sido só sorte, houve mérito certamente, pelo que é tremendamente injusto em 2 jogos que possam correr menos bem não conseguir a qualificação. 

É altura da Uefa repensar o modelo desta competição, permitindo que mais seleções participem e mais jovens tenham oportunidade de mostrar a sua qualidade dado que, infelizmente, muitas vezes nos clubes onde jogam encontram treinadores que privilegiam mais a experiencia que a qualidade. 




10 de set de 2014

Sistema táctico vs Modelo de jogo


Este post surge no seguimento da conversa a que assisti há minutos entre Vitor Pereira e Carlos Daniel no programa Grande Área sobre o sistema táctico da seleção e a sua influência na presença de jogadores em zonas de finalização. 

Apesar de serem dois conceitos diferentes estão interligados um com o outro. O sistema táctico é a base, é a disposição dos jogadores em campo, é o ponto de partida. O modelo de jogo é a dinâmica que é oferecida a esse sistema táctico. São os princípios que dão "vida" ao sistema táctico.  

Ainda é muito recorrente assistirmos a observações do gênero: " O 4x3x3 contra equipas mais fracas não resulta porque há pouca presença na área adversária". Não podia estar mais errada este tipo de ideia. O facto de a base da equipa ser o 4x3x3, ou seja, 3 médios, 2 extremos e só 1 avançado centro em nada tem a ver com a presença de jogadores na área adversaria quando a equipa se encontra em organização ofensiva. 

São as dinâmicas criadas entre os jogadores que vão determinar a quantidade de jogadores em determinadas zonas do campo, sejam elas defensivas ou ofensivas. Ao olharmos apenas para o sistema táctico de uma determinada equipa ou seleção não podemos retirar praticamente nada sobre os comportamentos que vão surgir com o decorrer do jogo. 

Pode uma equipa que joga em 4x3x3 ter mais gente em zonas de finalização do que uma equipa que actua em 4x4x2? Obvio que sim. Basta por exemplo que o extremo do lado aposto ao da bola aproxime do avançado e um dos médios interiores apareça dentro da área através de um movimento de rutura para que o número de jogadores em zonas de finalização aumente. E isto tanto serve para cruzamentos como para jogadas pelo corredor central.  

São as interações entre os jogadores que vão determinar o comportamento a seguir em função do contexto que o  jogo oferece e não a disposição dos jogadores em campo. 

O engraçado (ou triste dado que há muita gente que não entende) é que o facto de ter mais jogadores dentro da área não quer obrigatoriamente dizer que a equipa se encontra em condições mais favoráveis para finalizar.  É só contar o número de jogadores dentro da área neste lance aqui para confirmar que mesmo com poucos é possível criar situações claras de finalização bastando para isso ter uma organização ofensiva com principios de qualidade.









5 de set de 2014

O espanhol Diego Costa


Não vi com atenção o jogo de ontem entre a França e a Espanha pelo que não me vou pronunciar sobre a exibição do Diego Costa mas depois de ler as declarações de Del Bosque é fácil perceber o que aconteceu. 

O que me causa surpresa é o selecionador fazer esta analise: 

«Devemos perceber melhor Diego Costa»

«Construímos jogo, tivemos posse de bola, controlámos o jogo e foi um bom teste. Diego Costa mostrou o que é capaz, agora temos de nos conectar com ele, percebê-lo. Vamos melhorar»


Vamos lá ver se entendi bem. Del Bosque acha que são os jogadores que se devem adaptar à maneira de jogar do seu avançado? Diego Costa é o oposto do que a seleção Espanhola defende e só por isso já é muito questionável a sua convocatória mas dizer que são os colegas de equipa que devem perceber Diego Costa é roça o ridículo.

Del Bosque é que deve perceber que o Diego Costa não se enquadra minimamente no estilo de jogo da seleção. Não se enquadra porque não sabe servir de apoio, porque não pensa o jogo de maneira coletiva nem toma as melhores decisões com frequência. Diego Costa é um finalizar e mais não lhe podem pedir. É isto que o selecionador tem de perceber. 

2 de set de 2014

Organização defensiva do Benfica


4 simples imagens que representam bem o que é a organização defensiva do Benfica. Mérito total para o seu treinador, dos melhores do Mundo a trabalhar a organização defensiva da sua equipa. 










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