18 de dez de 2015

O Mourinho que todos queremos voltar a ver

Que voltes a ser o treinador que devias ter sido sempre




Proximidade entre jogadores, combinações, mobilidade, futebol apoiado

13 de dez de 2015

O "dar nas vistas" de Djuricic

Independentemente da maneira como foi obtido o golo, do passe, da receção, etc, Djuricic mostrou o tipo de jogador que é. Alguém que pensa primeiro no colectivo e só depois nele. Alguém que percebe que uma assistência vale tanto como um golo. O Djuricic quase não tem jogado, factor esse que podia ter influenciado a sua decisão. A maioria dos jogadores, caso tivessem na situação dele, não iam perder aquela oportunidade para fazer golo e "dar nas vistas". 

6 de dez de 2015

As dificuldades do Sporting de Jorge Jesus

Há uns dias, comentava o seguinte,num post sobre o Sporting:

As dificuldades em criar situações claras de golo contra equipas muito fechadas são facilmente perceptíveis. Na minha opinião, estas devem-se a:
1) Extremos com pouca capacidade para desequilibrar em condução. Nem João Mário nem Ruiz tem como principal característica o facto de serem fortes no 1x1. Havendo muitos jogadores adversários atrás da linha da bola, e tendo em conta o modelo de jogo do JJ (muito importante dado que se fosse um modelo mais "paciente", com mais circulação antes de tentar penetrações, talvez não fosse tão preciso este tipo de extremos que referi) é necessário que alguns jogadores tenham capacidade para "bater" o seu marcador directo e ir embora, obrigado o adversário a ajustar e com isso abrir espaços para penetrar
2) Falta de criatividade do nº 8. Adrien não é um médio criativo nem forte em condução. Não consegue quebrar linhas e com isso obrigar a desajustes defensivos. 
3) Falta de qualidade dos habituais avançados titulares, no que diz respeito jogo interior. Contra adversários muito recuados, com pouco espaço entre linhas, é fundamental que os avançados (que no modelo do JJ baixam muito para servir de apoio) tenham qualidade técnica para receber e passar mas também para conduzir, caso haja espaço para enquadrar.
Num modelo de jogo como o de Jorge Jesus, ou seja, um modelo mais vertical do que paciente, torna-se fundamental ter jogadores com as características referidas. Ontem, apesar de terem jogado 2 avançados mais fortes na receção e no passe e um extremo mais forte no 1x1, o Sporting voltou a ter muitas dificuldades em desorganizar o adversário (jogo marcado por muitos erros individuais). Há  comportamentos bem definidos, mas faltam os tais "rasgos" individuais que o modelo de Jesus tanto necessita. Nota-se a cada jogo que passa, a falta que fazem os desequilíbrios causados pela condução de bola, seja dos extremos ou do nº 8. 
Fazem muita falta este tipo de lances. Lances em que o portador da bola, em condução, consegue bater a contenção e com isso obrigar a linha defensiva a ajustar. São este tipo de lances, no modelo de Jesus que causam dúvida nos jogadores adversários (quem sai ao portador agora?; Quem ajusta? ). Este tipo de ações individuais são determinantes para o sucesso ofensivo do modelo de Jesus. Sem elas, o Sporting mostra grande incapacidade em criar situações claras de golo, que não sejam através de cruzamentos, apesar de por vezes acontecerem lances como este, em que com passe e movimentação se criou uma situação clara de golo






29 de nov de 2015

Francisco Geraldes: Criatividade é isto

É deste tipo de jogadores que o campeonato português precisa. Haja quem lhes dê oportunidades para mostrarem toda a qualidade técnica, inteligência e criatividade que têm para oferecer. Assim pode ser que as desculpas para não se praticar bom futebol terminem. É formar e dar oportunidades a jogadores como o Geraldes e muitos outros, que o resto eles fazem e bem. 

(mesmo lance, outro ângulo)





27 de nov de 2015

Lokomotiv vs Sporting: Jogadores diferentes, comportamentos iguais

Apesar de ter mudado vários jogadores de posição e de muitos deles não serem habituais titulares, os comportamentos colectivos estiveram todos lá. É no treino que uma equipa é construída e apesar dos executantes serem diferentes, todos sabem perfeitamente o que têm que fazer em cada momento do jogo. Mérito total para o mister Jorge Jesus. Enquanto alguns treinadores nem conseguem apresentar comportamentos colectivos de qualidade com os 11 habituais titulares, Jesus fá-lo rodando metade da equipa/mudando vários jogadores da sua posição habitual, mostrando que é de longe o melhor treinador em Portugal.

A bola vai passando de pé para pé, e a equipa move-se, movimenta-se. Sempre de forma pensada. Sempre de forma assertiva. É fácil ter bola em equipas que multiplicam as linhas de passe. É mais fácil dar seguimento às jogadas. É mais fácil brilhar e fazer bem. Lateral Esquerdo

Corredor central sempre com vários elementos. Muita proximidade. 
Jogadores no espaço entre linhas, nas costas da pressão do adversário. Lateral dá largura, extremo é opção no corredor central
Extremo dentro, nas costas da pressão. Lateral da largura. Ruiz sempre a procurar o melhor espaço para receber
Muita liberdade para Ruiz no papel de 2º avançado. Baixa para organizar, Matheus nas costas da pressão. Mudam os jogadores, mudam-se as posições, mas os comportamentos são os mesmos, percebidos por todos. 
Laterais bem abertos dão largura, extremos bem dentro dão jogo interior. Jogue Jefferson e JP ou Esgaio e Jonathan, jogue JM e Ruiz ou Matheus e Gelson, os comportamentos são os mesmos, as ideias são as mesmas
Linhas de passe em todas as direções. Uns aproximam para ser opção em apoio, outros pedem na profundidade.
Opções no corredor central. Costas da pressão. Espaço entre linhas sempre ocupado. Portador da bola com várias opções
Bola perdida, reação agressiva. Jogue quem jogar, o portador da bola é pressionados e as linhas de passe próximas tapadas.
Montero pede na profundidade, Ruiz nas costas da pressão
Extremos a combinar. Proximidade entre jogadores, mais e melhores soluções para criar


25 de nov de 2015

Porto vs Kiev: Apenas um jogo mau?

O Porto fez ontem um dos piores jogos dos últimos tempos. Vários jogadores a cometer erros que é muito raro cometerem + erros recorrentes de jogadores muito elogiados + modelo de jogo do treinador = contas da Champions muito complicadas.

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