28 de fev de 2015

Kagawa


Algures no Verão..

Van Gaal- Muito obrigado por teres vindo ao meu gabinete Kagawa.

Kagawa- De nada mister. O que deseja?

VG- Queria te fazer umas perguntas para saber se posso contar contigo para fazeres parte do plantel desta época.

SK- Que perguntas mister?

VG- Olha, a primeira pode ser quantos km consegues fazer por jogo?

SK- Não sei mister.. mas consigo fazer a bola correr vários através de passes de rutura.

VG- Humm ok. Então e quantos adversários consegues fintar?

SK- Também não sei mister.. Mas sou criativo e com um simples passe deixo vários adversários fora do lance.

VG- Humm acho que já tenho a informação necessária para me decidir.

SK- Então? Fico no plantel?

VG- Não. Prefiro comprar o Di Maria para o juntar ao Young e ao Valência. Tu e o Nani, vão embora.



(ângulo diferente)

Bielsa e a (não) organização defensiva

Devo confessar que não vi o jogo de ontem do Marselha frente ao Caen, tendo apenas visto um resumo de 4 minutos, com os golos e as oportunidades de golo que cada equipa dispôs. E nesses 4 minutos, o nº de oportunidades de golo (principalmente em transição) que o Marselha concedeu ao Caen foi absurdo, tendo sofrido 3 golos depois de estar a vencer por 2-0. 

No resumo não foi possível perceber o contexto em que essas transições tiveram origem, no entanto, tenham sido um problema ofensivo colectivo ou erros individuais, o problema é o mesmo: O Marselha não sabe defender dado que os comportamentos defensivos simplesmente não existem, o que não admira visto que nas palavras de Bielsa defender é correr mais que o adversário. 

Das duas uma, ou o Marselha consegue ter a bola o jogo todo, ou tem de saber o que fazer quando a perde. Não pode continuar a conceder tantas facilidades aos adversários para criarem situações de finalização ou irá continuar a perder vários pontos até final da época. 

No lance do 3º golo, o golo que ditou a derrota, foi este o comportamento defensivo:



P.s- Adoro o Bielsa! (mas ia adorar ainda mais se conseguisse por a sua equipa a gerir melhor o jogo com bola)

15 de fev de 2015

Celta de Vigo vs Atlético de Madrid: a diferença entre o querer e o fazer


Todas as equipas querem os 3 pontos a cada jogo (quase todas vá), no entanto, umas entram em campo com a missão de fazer por isso, e outras apenas esperam para ver o que o jogo dá. O jogo entre Celta e o Atlético de Madrid foi um exemplo bastante claro da diferença entre o querer ganhar e o fazer para ganhar.

Duas posturas completamente diferentes. Uma, expectante, defensiva, com as linhas muito baixas e outra a querer dominar e controlar o jogo, a pressionar alto, a tentar desorganizar o adversário de modo a criar situações para finalizar.

Não é que seja surpreendente ver a equipa comandada por Simeone abdicar de ter a bola, mas chegar ao intervalo com menos de 30% de posse de bola é um dado que mostra bem o que foram os primeiros 45 minutos do campeão espanhol. Uma primeira parte em que nada fez para ter a bola, para desorganizar o adversário e com isso criar situações de finalização, limitando-se apenas a esperar pelo erro do adversário para conseguir explorar o espaço em transições rápidas.

Do outro lado, um Celta de Vigo a querer nitidamente construir e criar com qualidade. A querer penetrar no bloco adversário para criar situações de finalização. A querer entrar com a bola controlada dentro da área adversária. Sempre a tentar envolver vários jogadores em organização ofensiva, sempre a tentar ter superioridade numérica na zona da bola.

Mesmo com uma qualidade individual bastante superior ao adversário, o Atlético passou grande parte dos 90 minutos a ver o Celta controlar o jogo por completo. Vitória mais que justa da única que equipa que fez o que lhe competia para vencer o jogo.

Para finalizar, uma referência para o que foi na minha opinião o melhor em campo, Nolito. Excelente a exibição do extremo espanhol. Muita qualidade técnica, muita criatividade , muita capacidade para criar desequilíbrios mesmo em espaços reduzidos. Foi sempre uma constante dor de cabeça para a linha defensiva do Atlético de Madrid. Desde de passar a bola por baixo das pernas dos adversários a passar por cima da cabeça dos mesmos, a exibição de Nolito teve de tudo, e tudo com grande qualidade em prol do colectivo. 








8 de fev de 2015

Tomada de decisão


A decisão a tomar: passar ou rematar? Qual das duas aproxima mais a equipa do sucesso, em função do contexto que se verifica? Em 10 situações iguais, qual é a decisão que aproxima mais vezes a equipa do golo? Pensar 1º no sucesso colectivo ou no sucesso individual? 


7 de fev de 2015

Tottenham de Pochettino


Mais um belo jogo do Tottenham para comprovar que Mauricio Pochettino foi uma excelente escolha. Proposta de futebol ofensivo muito interessante, com princípios colectivos de qualidade. Opções de passe próximas ao portador da bola, jogadores dentro do bloco adversário e dinâmica ofensiva são uma constante no futebol praticado pelo Tottenham de Pochettino. Wenger que o diga..  





















5 de fev de 2015

«É mais difícil jogar com bola do que defender» - Leonardo Jardim


Precisamente mister Leonardo. O processo ofensivo será sempre mais complicado de trabalhar quando comparado com o processo defensivo dado que é no primeiro que existe uma relação dos jogadores/equipa com a bola. 

É em organização/transição ofensiva que a tomada de decisão e a criatividade de cada jogador tem de se relacionar com a dos restantes. Defensivamente é tudo mais simples porque é o momento do jogo que o treinador mais controla. Ensinar os jogadores/equipa a ocupar racionalmente o espaço é muito mais simples do que conseguir relacionar a qualidade técnica, a tomada de decisão e a criatividade de cada jogador de modo a que essa interacção resulte em comportamentos colectivos ofensivos de qualidade.


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