11 de ago de 2015

Supertaça Europeia: Muitos golos, muitos erros, muito medo e Pedro a decidir



Jogo louco o que terminou com a vitória do Barcelona sobre o Sevilha por 5x4. Apesar dos 9 golos marcados durante os 120 minutos, o futebol ofensivo de ambas as equipas deixou muito a desejar tendo em conta a qualidade individual que os 2 treinadores têm ao seu dispor. Posto isto, e tendo em conta o elevado número de golos marcados, facilmente se conclui que os erros defensivos cometidos pelas duas equipas foram muitos. 

Barcelona/Luís Henrique- Exibição muito fraca mesmo tendo em conta a fase inicial da época. Ofensivamente sempre muito dependentes do que Messi poderia ou não fazer, sempre que a bola lhe chegava aos pés. No tempo de Guardiola seria impossível ver o Barça, numa final, deixar o adversário recuperar de uma desvantagem de 3 golos. Isto porque ao contrário do que Luis Henrique pensa, a melhor maneira de impedir o adversário de criar situações de perigo é retirar-lhe a posse de bola, não é recuar o bloco e colocar jogadores mais defensivos em campo. Defensivamente, a apesar de não serem esperados comportamentos de excelência, tudo o que se viu foi demasiado mau. Desde a fraca reação à perda da bola, passando pela falta de coordenação da linha defensiva, tudo foi mau quando o Barça não tinha a posse de bola, e se tivessem sofrido mais golos não seria de todo injusto. 


Sevilha/Unay Emery- Demasiado medo do Barça durante toda a 1ª parte. Muito recuados, a permitirem que o Barça construísse sem qualquer tipo de pressão. Todas as bolas que conseguirem recuperar foram nos últimos 30 metros, o que dificultou e muito a saída para o ataque.A par do Barça também não fizeram nada de extraordinário do ponto de vista ofensivo mas na 2ª parte mostraram outra postura na altura de pressionar a fase de construção do adversário, obrigando-os a errar mais vezes e permitindo assim a recuperação da bola em zonas mais perto da baliza de Ter Stegen,

Pedro Rodriguez- Foi muito provavelmente o último jogo ao serviço do Barcelona. Apesar da forte concorrência que enfrenta no plantel do Barça é uma saída que vai deixar saudades. Desde que começou a ser uma aposta regular no 11 inicial de Guardiola que Pedrito mostrou que é um dos melhores extremos do Mundo. Muita qualidade técnica, muita inteligência e criatividade. Ao contrário de jogadores como Di Maria, o espanhol sabe jogar o que o jogo lhe dá. Sabe jogar de acordo com o que o contexto (colegas, espaço, adversários) lhe oferece e por isso foi sempre um dos jogadores mais preponderantes no modelo de jogo de Guardiola. 







1 comentários:

Bernardo Ferrão disse...

"Muito medo" ... eu é que fico com medo de ver comentadores a dizerem que o Sevilha tem no colectivo a sua maior força. E do Barcelona nem sequer vou falar.

Pedro Rodriguez <3

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