24 de jun de 2016

Parabéns e desculpa, Messi

Aproveito o teu aniversário para, além de te parabenizar, pedir-te desculpas. Desculpa por ter demorado tanto tempo a perceber o jogador que tu és. Desculpa por ter perdido tanto tempo em discussões sem sentido, que me levavam a colocar ao teu nível jogadores que na realidade se encontram muito abaixo de ti. Não olhava para o futebol como um jogo global, em que todos os momentos têm a mesma importância, em que todas as decisões devem aproximar a equipa do sucesso e por isso não era capaz de reconhecer o teu real valor. 

Desculpa por ter demorado tanto tempo a perceber que o melhor não se avalia apenas pela capacidade que tem em fazer o que idealiza, mas sim pela capacidade que tem em idealizar o que muitos nem sequer imaginam. Demorei muito tempo a perceber que nenhum jogador da actualidade está perto do teu nível. Ninguém consegue ser tão perfeito em todos os momentos do jogo como tu és. Demorei demasiado tempo a perceber que, seja na construção, na criação, na finalização ou nas bolas paradas, o que tu dás ao jogo, mais ninguém consegue dar, porque tu além de executares na perfeição, fá-lo sempre no momento certo, no timing exacto. 

Não olhava para o futebol como tu sempre olhaste, de maneira colectiva. Por achar que havia momentos do jogo mais importantes que outros, não conseguia perceber que no futebol tudo está ligado, tudo deve ser pensado com um unico objetivo: aproximar a equipa do sucesso. Deixava que as minhas avaliações fossem influenciadas pela notoriedade do lance e por isso cometia vários erros de análise. Desculpa pelo tempo que demorei a perceber que é pelo facto de tu nunca cometeres erros destes que és, de longe, o melhor do Mundo. Percepcionas sempre o lance de maneira colectiva, e não com base na decisão que te pode trazer mais notoriedade. 

Desculpa e obrigado por momentos como estes






20 de jun de 2016

Portugal no Euro 2016: O azar na finalização ou a sorte em termos adversários que não sabem explorar as nossas fragilidades defensivas?

Segundo o selecionador, os jogadores, os jornalistas, comentadores e a grande maioria dos adeptos, o problema de Portugal é apenas um: incapacidade de concretizar as oportunidades criadas. Nem sequer vou falar da maneira como são criadas essas "ocasiões" de golo porque isso dava para horas de discussão. Deixo apenas aqui algumas imagens e peço apenas isto: imaginem que em vez dos jogadores austríacos estavam jogadores como Gotze, Muller, Ozil, Draxler, Iniesta, Silva, Fabregas, Nolito, Morata etc etc. Será que continuávamos a dizer que apenas a finalização é um problema? 




16 de jun de 2016

Perceber o jogo em vez de decorar movimentos. O exemplo do lateral alemão

A seleção alemã é o exemplo perfeito de como deve ser visto o futebol moderno, ou seja, de maneira global, sem preconceitos, sem ideias pré-concebidas. Cada jogador pensa o jogo como um todo, independentemente da posição que ocupa em campo. Percebem os momentos, os timings, os movimentos etc. Percebem o contexto e agem de acordo com o mesmo. 

O lateral alemão, analisado nas imagens que se seguem, percebe sempre quando deve ir ou quando deve ficar. Percebe quando é que deve aproximar e quando deve dar profundidade, tudo porque joga de acordo com o contexto (espaço, colegas, adversários). Tem noção de que mesmo não recebendo a bola, o seu movimento pode ser determinante no decorrer do lance. 


O tipo de lance que se segue parece básico, mas há muitos jogadores, tanto extremos como laterais, que raramente os aproveitam. Sejam situações de 3x2 ou de 2x1, o movimento do lateral nas costas do portador da bola é fundamental para criar indefinição nos adversários. Se os adversários (e aqui não estou a falar do lance das imagens mas sim de uma maneira mais geral) só se preocuparem com o portador da bola, então o passe entra no lateral que aparece desde trás, que de forma fácil consegue entrar com a bola controlada dentro da área. Caso os adversário ajustem o seu posicionamento precavendo um eventual passe para o lateral, então o portador da bola ganha mais espaço para combinar com o colega em espaço interior ou para ele próprio conduzir a bola para dentro. 






14 de jun de 2016

Petrovic no Sporting. Para "lutar" com William ou para mostrar a Semedo o que é qualidade na saída de bola?

Muita qualidade na fase de construção quando actua como central (será igual actuando como médio defensivo?). Com espaço, progride, fixa adversários e solta a bola. Capacidade de colocar a bola entre linhas através de passes verticais. 

Ficam aqui alguns gifs com momentos de Petrovic, actuando como central. (Nº 8, central do lado esquerdo)

Inteligente na maneira como percebe para onde deve conduzir a bola de modo a libertar espaço para o seu colega conduzir
Com espaço conduz e opta preferencialmente pelo passe vertical
Conduz para fixar. Qualidade no passe vertical entre-linhas
Passe vertical novamente
Aqui como central do lado direito, conduz e procura o apoio frontal
Com espaço, conduz, Com colegas entre-linhas, executa o passe. 


Embora me pareça que a ideia de JJ será contar com Petrovic para suplente de William Carvalho, o sérvio pode ser uma opção muito agradável para central, principalmente contra equipas muito recuadas, em que um passe vertical ou uma condução com o objetivo de fixar para libertar pode ser determinante para as desorganizar. 

P.s- Embora não tenha sido muito testado defensivamente, pareceu-me demonstrar qualidade ao nível do posicionamento. 

13 de jun de 2016

Alemanha estreia-se no Euro 2016. Demonstração de qualidade

Se dúvidas houvessem, fruto de alguns amigáveis menos conseguidos, a exibição no primeiro jogo no Euro 2016 tratou de as dissipar. Demonstração de qualidade por parte da selecção alemã, principalmente em 2 momentos do jogo: Organização ofensiva e transição defensiva.

Muita procura dos apoios frontais
Jogo muito bem conseguido por parte de Kroos. Sempre muito importante no aproveitamento do espaço entre-linhas, com a execução de passes verticais. 
Kroos novamente, muito forte a deixar os colegas enquadrados com a linha defensiva adversária.
Atacando próximos uns dos outros, a transição defensiva será mais eficaz pois está garantido um maior nº de jogadores perto da zona onde a bola é perdida. Agressividade e criação de superioridade numérica na zona da bola. 


Preocupação em criar superioridade numérica na zona da bola e agressividade na basculação



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