Depois de 3 jogos oficiais, já é possível perceber as ideias do novo treinador do Sporting, e, ainda que estejam longe de estar implementadas na sua totalidade, não é de todo precipitado afirmar que são ideias que potenciam os jogadores do Sporting, e que consequentemente aproximam a equipa do sucesso.
Começando pela fase de construção em zonas recuadas. Com a utilização do guarda-redes para criar superioridade numérica numa fase inicial, com os laterais projetados e a dar largura, e com os médios a movimentarem-se nas costas da primeira linha de pressão do adversário, o Sporting tem tudo o que é preciso - no que diz respeito aos posicionamentos - para sair de forma apoiada desde trás.
A juntar e esses posicionamentos e à dinâmica que surge dos mesmos, há uma intenção clara de valorizar cada posse de bola. Por outras palavras, o Sporting é neste momento uma equipa que procura a cada ataque, progredir nas melhores condições possíveis, não demonstrando pressa nem saltando etapas na fase de construção.
Um exemplo no lance que se segue. Não havia condições para progredir em direção ao meio campo do Rio Ave (sem espaço e com poucos jogadores do Sporting para vários do Rio Ave), então, a solução foi atrasar a bola até ao guarda-redes. Com o Rio Ave a pressionar mais alto, o espaço entre as suas linhas defensivas aumentou e o Sporting conseguiu chegar ao espaço entre a linha média e a linha defensiva com relativa facilidade e em excelentes condições.
A maneira como o Sporting procura chegar às zonas de finalização é também completamente diferente do que era há uns meses atrás. O corredor central tem sido muito utilizado para ligar a fase de construção com a de criação, e o Sporting tem chegado várias vezes ao último terço - pelo meio- com a bola controlada.
Nota-se que os jogadores do Sporting gostam e estão cada vez mais confortáveis a jogar este tipo de futebol apoiado, de passe e devolução. Mesmo em espaços curtos, têm demonstrando muita calma e qualidade para sair a jogar de forma apoiada, e isso, volto a referir, reflete-se na quantidade de vezes que o Sporting chega ao último terço com a bola controlada.
A utilização dos apoios frontais tem sido outra dinâmica muito vista no Sporting de Keizer. Jogador de costas para a baliza - muitas vezes a atrair consigo a marcação adversária - com o objetivo de deixar enquadrado o jogador que recebe a bola. Bas Dost cada vez mais importante neste tipo de situações, pela inteligência e qualidade no 1º toque.
