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14 de nov. de 2018

Pressão sem organização: o exemplo do Barcelona de Valverde

Há uns anos atrás, entrevistado por Pedro Ricardo da Silva Batista no âmbito da sua tese de mestrado ("Organização Defensiva: Congruência entre os princípios, sub-princípios e sub-sub-princípios de jogo definidos pelo treinador e a sua operacionalização"), Vítor Pereira - atual campeão chinês ao serviço do Shanghai SIPG - referia o seguinte sobre o momento da organização defensiva, mais concretamente sobre os momentos de pressão:

«O que eu posso dizer é que, o que pretendo na minha equipa, é uma equipa com uma organização defensiva inteligente, inteligente no sentido de diferenciar ritmos, ou seja, às vezes parece passiva mas quando identifica os referenciais de pressão, acelera e torna-se imediatamente pressionante e agressiva. Eu não quero uma equipa que pressione constantemente, eu quero uma equipa que espera pelo momento certo para acelerar sobre o adversário em bloco, de perceber o momento colectivo de pressão, e não uma equipa que a cada passe pressiona o adversário. É uma organização zonal, que se torna pressionante nos momentos que eu acho que ela deve ser pressionante, porque quem pressiona sem cérebro, quem pressiona as bolas todas morre a meio do campo, perde discernimento. Eu não quero esse tipo de organização defensiva, eu quero uma organização em que os 11 jogadores do campo entendam o momento em que temos de ser agressivos, quando temos de acelerar sobre o adversário, quando de facto funcionamos em bloco, devemos identificar os momentos de pressão colectivamente».

Faz todo o sentido não faz? Agora vejamos o que faz o Barcelona de Valverde neste momento do jogo.

Ausência de coberturas defensivas, e nenhuma preocupação em controlar o espaço. Querem sempre r
Nenhuma preocupação com as coberturas defensivas de modo a tornar o bloco defensivo o mais compacto possível. O objetivo é sempre tentar aproximar dos jogadores do Bétis para recuperar a bola, e o resultado é quase sempre o mesmo: muito espaço entre a linha defensiva e a linha média, e os jogadores do Bétis a conseguirem receber a bola apenas com os defesas do Barcelona pela frente. 

Apenas alguns exemplos (podiam ser muitos mais só no jogo com o Bétis) da desorganização defensiva que existe no Barcelona de Valverde. Uma equipa sem o mínimo de trabalho coletivo no momento defensivo, que muito raramente consegue definir de forma eficaz as zonas e os timings de pressão.

Esta época tem sido demasiado fácil construir e criar situações de golo contra o Barcelona, e não é por acaso que têm o pior registo defensivo dos últimos 43 anos: 18 golos sofridos em 12 jornadas. 







9 de mar. de 2017

As vantagens do 3x4x3 losango que permitiu ao Barça a remontada mais incrível da história


É impossível dissociar a remontada épica que o Barcelona conseguiu alcançar, do sistema de jogo utilizado no jogo da 2ª mão. Pese embora a estratégia conservadora de Emery, só foi possível encostar o PSG durante 90 minutos à sua própria área porque o sistema escolhido por Luis Enrique assim o permitiu.


O que o Emery queria, e o que o 3x4x3 losango o obrigou a fazer. De um bloco médio/baixo para estarem praticamente "enfiados" dentro da sua área. A enorme rede de apoios que o portador da bola tinha permitiu ao Barça uma circulação muito apoiada, muito curta. Nunca faltaram linhas de passe dentro do bloco adversário, nem em largura.


Sem bola, foram também notórias as vantagens que este sistema trouxe ao futebol do Barça. A maneira conseguiu condicionar a construção do adversário e como conseguiu "abafar" após a perda da bola, só foi possível devido ao grande números de jogadores que estavam no meio campo ofensivo aquando da mesma.


Muitos jogadores no meio campo ofensivo, e quase todas as linhas de passe do adversário a serem condicionadas. Coberturas sempre garantidas.



Heat Map de Pique

Heat Map dos 3 defesas do Barça que passaram 51% do tempo no meio campo do PSG

11 de ago. de 2015

Supertaça Europeia: Muitos golos, muitos erros, muito medo e Pedro a decidir



Jogo louco o que terminou com a vitória do Barcelona sobre o Sevilha por 5x4. Apesar dos 9 golos marcados durante os 120 minutos, o futebol ofensivo de ambas as equipas deixou muito a desejar tendo em conta a qualidade individual que os 2 treinadores têm ao seu dispor. Posto isto, e tendo em conta o elevado número de golos marcados, facilmente se conclui que os erros defensivos cometidos pelas duas equipas foram muitos. 

Barcelona/Luís Henrique- Exibição muito fraca mesmo tendo em conta a fase inicial da época. Ofensivamente sempre muito dependentes do que Messi poderia ou não fazer, sempre que a bola lhe chegava aos pés. No tempo de Guardiola seria impossível ver o Barça, numa final, deixar o adversário recuperar de uma desvantagem de 3 golos. Isto porque ao contrário do que Luis Henrique pensa, a melhor maneira de impedir o adversário de criar situações de perigo é retirar-lhe a posse de bola, não é recuar o bloco e colocar jogadores mais defensivos em campo. Defensivamente, a apesar de não serem esperados comportamentos de excelência, tudo o que se viu foi demasiado mau. Desde a fraca reação à perda da bola, passando pela falta de coordenação da linha defensiva, tudo foi mau quando o Barça não tinha a posse de bola, e se tivessem sofrido mais golos não seria de todo injusto. 


Sevilha/Unay Emery- Demasiado medo do Barça durante toda a 1ª parte. Muito recuados, a permitirem que o Barça construísse sem qualquer tipo de pressão. Todas as bolas que conseguirem recuperar foram nos últimos 30 metros, o que dificultou e muito a saída para o ataque.A par do Barça também não fizeram nada de extraordinário do ponto de vista ofensivo mas na 2ª parte mostraram outra postura na altura de pressionar a fase de construção do adversário, obrigando-os a errar mais vezes e permitindo assim a recuperação da bola em zonas mais perto da baliza de Ter Stegen,

Pedro Rodriguez- Foi muito provavelmente o último jogo ao serviço do Barcelona. Apesar da forte concorrência que enfrenta no plantel do Barça é uma saída que vai deixar saudades. Desde que começou a ser uma aposta regular no 11 inicial de Guardiola que Pedrito mostrou que é um dos melhores extremos do Mundo. Muita qualidade técnica, muita inteligência e criatividade. Ao contrário de jogadores como Di Maria, o espanhol sabe jogar o que o jogo lhe dá. Sabe jogar de acordo com o que o contexto (colegas, espaço, adversários) lhe oferece e por isso foi sempre um dos jogadores mais preponderantes no modelo de jogo de Guardiola. 







18 de mar. de 2015

Dá gosto ver, não é Guardiola?

Com executantes destes tudo é possível, tudo parece fácil. Incrível a facilidade com que os jogadores do Barça apareceram enquadrados com a linha defensiva do adversário e a partir daí criaram situações claras para finalizar. Muito difícil para qualquer equipa parar tantos jogadores com tanta qualidade técnica, inteligência e criatividade se estes estiveram num dia inspirado. Seja na defesa, no meio campo ou no ataque, é absolutamente incrível a facilidade com que os jogadores do Barça saem da pressão adversária com critério e qualidade. 

Ainda mais incrível é a quantidade de vezes que Messi consegue deixar os colegas na cara do guarda-redes adversário. Progredi, temporiza, solta e lá está um colega na cara do guarda-redes da equipa adversária. Faz o que quer, quando quer e como quer. E dá cuecas! 




P.S- Que exibição monstruosa de Joe Hart!


30 de set. de 2014

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