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15 de ago. de 2018

Não há maior cobarde que aquele que trai as próprias Ideias



Muito foi falado sobre o Sporting nestes últimos meses, e possivelmente muito terá ficado por dizer. Quase tudo numa óptica extra-futebol, por razões evidentes. Deixámos e deixaremos essas discussões para pessoas e espaços de uma índole distinta da deste, aqui o foco principal será sempre o main event e não subprodutos do mesmo, ou seja, o jogo em si.

Nessa óptica, é sobre este Sporting, e mais concretamente sobre José Peseiro, que quero falar. José Peseiro sempre foi visto como uma espécie de lírico, alguém com um futebol ofensivo de grande qualidade mas que era quase sempre traído por tudo o resto. Por isso a opinião pública a seu respeito é bastante negativa, como o é acerca de treinadores como Bielsa, visto que o imediatismo e os vícios de raciocínio costumam toldar a análise da opinião pública. A associação entre "treinador vencedor" e "pragmatismo" (na definição popular, ou seja uma preocupação grande com os equilíbrios) é imediata para várias pessoas, e embora existam treinadores como Guardiola a meter esse paradigma em cheque, a ideia continua a ecoar mais do que devia. Esta temática mereceria um post exclusivo, se calhar, mas não será este.

Não, este post versará sobre o início desta "aventura" de Peseiro no Sporting. E, tendo a noção tanto do pouco tempo de trabalho como da conjectura do clube, direi algo que parecerá absolutamente reaccionário mas que será argumentado e contextualizado nos parágrafos seguintes: perdi quase toda a consideração que tinha por Peseiro como treinador. E este "quase" está aqui na esperança que o treinador ribatejano perceba isto e que reverta este caminho em que tem entrado...

Adiante, isto é algo que vai para além de gostar ou não de uma ideia de jogo. Há vários treinadores, com níveis de sucesso variados, cujas ideias de jogo fogem muito das minhas mas que se mantêm fiéis às mesmas. Ou até que se mantiveram fiéis a uma falta de ideias. Agora, o que Peseiro está a fazer é diferente. Escudando-se no contexto complicado do clube, Peseiro está a montar uma equipa de matriz extremamente diferente do que foi seu apanágio no resto da carreira, até em clubes bem mais pequenos do que o clube em que está actualmente. E diferente... para pior.

O melhor sítio para começar está mesmo em dois jogadores: Francisco Geraldes e Matheus Pereira. Dois jogadores de potencial enorme e que, especialmente no caso do brasileiro, se destacaram na época passada ao serviço do 5º e 6º classificado do campeonato nacional, respectivamente. Seria de esperar que ganhassem mais expressão com um treinador com um modelo menos "rígido". Como disse Miguel Cardoso acerca de Francisco Geraldes - um jogador que alguns espaços, ao contrário do que as declarações subsequentes indiciam, dizem ser muito mais apreciado por adeptos que por treinadores - quando lhe perguntaram o que faltava ao jovem médio para ser aposta num grande; "Falta que alguém tome essa decisão.". Ou seja, que alguém tenha a coragem de apostar nele. Mas José Peseiro, possivelmente por ter medo dos bichos papões que pululam pelo nosso campeonato, achou que nunca poderia jogar com mais de um médio de índole ofensiva, e que Bruno Fernandes seria o títular quase indiscutível (o que é razoável, visto que é um jogador de enorme qualidade). Ao nem sequer tentar uma forma de tentar enquadrar os dois médios mais talentosos do clube, levou a que Geraldes, ao perceber directamente do discurso do treinador que ia ter poucos minutos, procurasse ir para onde as perspectivas de ser aposta fossem maiores. Depois ainda veio com um discurso mal amanhado de que lhe tinha dito que ele ia ser muito importante e implicando até alguma soberba ao jogador por querer tanto sair, mas temos informações claras e consistentes de que não foi assim que as coisas se passaram. Isto é o menos importante para o post, há que dizer, mas ajuda a contextualizar um bocado o caso.

Passando agora ao caso - a meu ver, absolutamente escandaloso - de Matheus Pereira. Matheus foi o melhor jogador fora dos três grandes no campeonato passado, isto mesmo tendo em conta que demorou a "carburar" no Chaves. Mas o nível que demonstrou quando o fez foi tão elevado que ofuscou toda a "concorrência". Chegado ao Sporting manteve o nível, começando por ser aposta quase constante de Peseiro nos jogos de pré-época e mostrando um nível muitíssimo elevado na mesma. No entanto, o problema começou com o regresso de Acuña, que Peseiro colocou imediatamente no lugar de Matheus. Ora, há apenas dois motivos para se preferir Acuña a Matheus Pereira: ou se escolhe o argentino simplesmente por ser o mais abnegado/melhor a defender (isto num extremo de um grande, leia-se com atenção), ou porque custou mais de 10 milhões de euros e tem, no geral, bem mais estatuto. Sinceramente não sei qual dos dois motivos me causa mais repulsa - se quiserem escolher algum nos comentários estejam à vontade - mas não vejo mais nenhum. Acuña não se destaca em atributo ofensivo algum; terá uma técnica de cruzamento interessante mas é pouco efectivo no mesmo, a sua ideia de drible é literalmente virar o rabo para a linha lateral e está longe de ser um jogador inteligente. Depois, como Matheus entrou mal nos poucos minutos que teve no último amigável e até falhou um penalty, conseguiu a proeza de o colocar fora dos 18 para a 1ª jornada do campeonato, ficando atrás de Raphinha e Jovane Cabral. Raphinha é um extremo com alguma qualidade e de um perfil bem distinto do de Matheus, e se a ideia é a alternância de perfis no 11 até faria mais sentido jogar ele que Acuña, mas Jovane Cabral não tem sequer 1% do talento do extremo brasileiro. É como se no Chelsea preferissem o Victor Moses ao Eden Hazard... Matheus queixou-se do facto via redes sociais durante o jogo, o que não lhe trará benefícios nenhuns obviamente, o treinador veio mandar bocas de que o jogador ficou de fora dos 18 porque andava a treinar mal e até há quem diga que já está a treinar fora da equipa principal; mas no fundo isto é uma bola de neve que está a crescer exponencialmente... e que só existe em primeiro lugar pela incompetência na análise de Peseiro.

Um pequeno aparte quanto à questão do treino: se repararem, é o argumento favorito para justificar a não aposta em algum talento por parte da vaga dos treinadores pragmáticos. Lembro-me do tempo em que se dizia que Bernardo Silva respondeu mal a ser adaptado a lateral-esquerdo nos treinos e que isso prejudicou a sua imagem perante Jorge Jesus... saiu quase sem minutos do Benfica e alguns anos depois é uma das estrelas da melhor equipa inglesa (como disse o seu treinador, "Neste momento é Bernardo e mais 10"). O próprio João Mário, quando estava na equipa B do Sporting, desmotivado por ter claramente nível para mais, foi sentado por "amuar", e quando apostaram nele mostrou claramente que tinha razão, pois era claramente jogador para ser titular no clube desde logo. Matheus, que agora também "treina mal", chegou a ter a oportunidade de ir para o Mónaco mas rejeitou à última da hora para ficar no Sporting. Fica a pergunta: onde estaria neste momento se tem ido mesmo? E atenção, obviamente que o treino é importante, e que cada caso é um caso: haverá jogadores que de facto cuja atitude nos treinos justifique serem preteridos. Mas quando a tendência de se remeter para os treinos a ostracização de quase todos os maiores talentos que o Sporting forma é tão grande (basta lembrar Iuri Medeiros)...

O mencionado acima são, obviamente, apenas questões individuais. Que eu referi por, a meu ver, reflectirem o problema em causa, mas que obviamente não são o problema em si: era perfeitamente possível Peseiro simplesmente escolher mal mas manter-se fiel às suas ideias, como aliás é apanágio do seu antecessor no clube. Mas não é o caso. Peseiro decidiu transformar-se num pseudo-pragmático, forçando ao máximo o regresso de Battaglia, a contratação de Sturaro e possivelmente até de outro médio de perfil parecido, e fê-lo com a intenção de mandar muitas das suas ideias ofensivas às malvas, mesmo que "temporariamente" (vamos abordar isso abaixo). Até Wendel, que fisicamente é também forte e que tecnicamente é superior aos restantes cavalos, está a ser ignorado. Sobrevive Petrovic, que sendo um jogador com um raio de acção algo limitado tem qualidade técnica e calma com bola, mas quando Sturaro voltar (ou o tal outro médio) deve saltar também. A ideia de Peseiro é "encher" o meio-campo com dois tipos fortes, feios e maus para dar cacetada, apostar numa ideia muitíssimo mais limitada, com maior prevalência de passes longos, maior distância entre jogadores e, no geral, num jogo bem menos trabalhado; deixando Bruno Fernandes e Nani quase que entregues a si mesmos na criação, e esperando que Dost mantenha a enorme eficácia. Se o futebol fosse um jogo de 11 elementos desligados, isto era uma ideia muito gira, e o processo de pensamento de Peseiro deve ir nessa perspectiva, sendo algo como "Ora bem, a transição defensiva da equipa está uma miséria, por isso vou meter 2 gajos grandes e fortes no meio para me resolver isso. As minhas equipas atacam bem, por isso isso não é problema, assim defendem bem também!". A questão é que não só não é por meter cavalos que vai resolver problemas de índole estrutural - pode mitigá-los, mas continuarão a estar lá, qual casa muito bem composta e bonitinha mas com as fundações podres - como a equipa vai atacar muitíssimo pior nesta ideia, tanto em termos colectivos, como até ao ter demasiados jogadores do meio-campo para a frente que são quase inúteis com bola. Na matemática, -(-2) = 2; mas no futebol o que ele fez foi acumular problemas, não resolvê-los.

Para concluir, quero abordar só a questão que provavelmente me vão levantar ao ler isto; "Sim, mas o Peseiro disse que isto era tudo temporário, na fase inicial, e que daqui a uns meses o Sporting ia jogar bem". Pois, eu sei que disse. Só que, infelizmente, não é assim que a aquisição de uma ideia de jogo por parte de uma equipa funciona. É um processo que leva tempo, claro, mas leva tempo porque tem de haver uma insistência constante na ideia. Ou seja, para uma equipa de facto chegar a um bom nível a jogar num modelo melhor/mais exigente, tem de o trabalhar consistentemente e de insistir nele, tem de transmitir aos jogadores total convicção e confiança nesse modelo, e tem de passar pelas dores de crescimento que acarreta essa insistência. Não é como no Football Manager, em que podes dizer "olha, agora que ainda não sabemos jogar bem vamos passar o jogo a chutar para a frente, daqui a 2 meses quando a barrinha do FM do modelo de jogo estiver cheia logo mudamos". Não vejo, sinceramente, como é que a equipa vai passar de não querer jogar a jogar muito bem...

O Sporting com o Moreirense fez um jogo miserável, em que particularmente na segunda parte foi dominado de forma clara por uma equipa muitíssimo inferior; e por ironia do destino, não só ganhou como foi Jovane Cabral, o tal jogador que foi escolhido em detrimento de outro muitíssimo mais talentoso, a sofrer o penalty que acabaria por virar o jogo e ser decisivo. Para muita gente, e se calhar até para Peseiro, não interessa que a equipa tenha estado muito mais perto de perder o jogo que de o ganhar, nem que o tal lance do penalty tenha sido um em que Jovane se limita a correr com a bola e o adversário vai, sem qualquer necessidade, contra ele, num óbvio erro não forçado; mas como correu bem sentem as decisões justificadas. Feliz ou infelizmente, o tempo costuma ser pouco perdulário a este tipo de brincadeiras, e, caso estas ideias e aposta no meio-campo e Acuña se mantenham, acho muito complicado que os resultados negativos não apareçam muito em breve.

Peseiro, até porque não tem nada a perder - nunca na vida esperaria ter mais uma oportunidade num clube desta dimensão - tinha tudo para, desde logo, ser fiel às ideias de jogo que demonstrou em quase toda a carreira e construir uma equipa interessante e capaz de divertir os adeptos, numa época de expectativas baixas. Escolheu, incompreensivelmente, a cobardia, ainda por cima atirando areia para cima das pessoas ao dizer que é uma cobardia temporária. A minha previsão é que sairá do Sporting com a reputação que tinha anteriormente (baixa), mas perderá também a consideração daqueles que, como eu, até admiravam a forma como via o jogo ofensivamente. E é pena...

5 de set. de 2017

“Se Queda!”. Ou a posição “6” do Sporting


Parecia iminente a saída de William Carvalho do Sporting. De início, todos os rumores apontavam para terras britânicas, e mais especificamente a Premier League. Entretanto, outros rumores foram surgindo, com propostas vindas de Espanha e França. A certa altura, o West Ham assumiu-se como o principal candidato à sua contratação – numa “novela” que muita tinta fez (e ainda faz) correr na imprensa – e parecia relativamente seguro afirmar-se que, após várias épocas de especulação e muitos rumores depois, o “14” de Alvalade se preparava para dar o salto competitivo que a sua qualidade há muito justifica.

Parecia...mas ainda não foi desta. Mantém-se assim por terras lusitanas o melhor médio defensivo da liga portuguesa nos tempos mais recentes (desde que Nemanja Matic partiu, também ele, para Inglaterra), um dos melhores jogadores da liga e, provavelmente, o melhor médio a vestir as cores dos “leões” desde o mágico Pedro Barbosa. É também – como provavelmente se consegue depreender da tendência inicial deste artigo – a manutenção daquele que se entende ser o melhor jogador do Sporting.

Um dos capitães de equipa (possivelmente “O” capitão, caso se confirme a transferência de Adrien Silva para o Leicester), é um jogador “da casa” e é peça fundamental do conjunto leonino há já quatro épocas. A dupla que forma com Adrien tem sido o principal ponto de estabilidade do futebol do Sporting nas últimas temporadas, e na sua melhor forma, contam-se pelos dedos os médios defensivos que oferecem maior qualidade ao jogo. É um jogador com estirpe de topo mundial - talvez o único em todo o plantel leonino – e está plenamente adaptado ao clube e ao modelo de jogo actual.

Porque é William tão bom?

Há, frequentemente, uma percepção errada do perfil de jogador que é William. Tradicionalmente, construíram-se no futebol dois estereótipos que ele destrói sempre que entra em campo. O primeiro é relativo à sua morfologia. Com quase 1,90m de altura e de origem luso-angolana, facilmente se tentaria colar a alguém do seu perfil a imagem de um médio que serve essencialmente para destruir jogo, e que não é muito capaz com a bola nos pés.

Nada mais falso. William afasta-se quase radicalmente dessa imagem, e é com bola que mais brilha. Tecnicamente refinado, a sua capacidade para descobrir opções de passe que permitam avançar de forma sustentada no campo é especial, mesmo entre médios que tradicionalmente não seriam associados ao estereótipo acima referido. No entanto, o que mais impressiona nele (e que influencia todas as suas qualidades com bola) é a forma quase gélida como é capaz de resistir à pressão. O "14" dos leões sente-se naturalmente confortável em espaços curtos e congestionados, e a pressão adversária nunca afecta a calma e a serenidade com que pensa, decide e executa. Recebe, sempre de cabeça levantada, procura a melhor solução e define. E quando a solução não surge de imediato, é também perito a temporizar e a fazer a bola circular, até que estejam criadas as condições para o desequilíbrio. A partir da posição 6, gere a equipa quando esta se encontra em momentos de organização ofensiva, e liga-a com maior qualidade em todos os momentos com bola. Uma característica genética e rara, que o distingue de muitos outros bons médios.

O segundo estereótipo é o de que o médio defensivo está lá, principalmente, para defender, e que para tal tem de estar constantemente na zona da bola, de forma a poder desarmar o portador da mesma e travar os ataques adversários. Sim, é verdade que, com William no lugar de Battaglia (e com a saída de Adrien), a equipa provavelmente perderá alguma solidez defensiva nos momentos de transição ataque-defesa, bem como alguma capacidade de sucesso nos duelos individuais e nas bolas divididas. No caso específico da posição “6”, no entanto, isso não se deve a uma menor qualidade defensiva de William no geral, mas antes à natureza mais impulsiva de Battaglia e Adrien, que cobrem um maior raio de acção e, consequentemente, disputam (e ganham) um maior número de duelos. 

É sobretudo nas qualidades cognitivas que residem as maiores valias de William. Um "6" que defende de forma diferente. Pela forma como procura recuperar a bola em vez de "cortá-la", é um médio que já está preocupado com a qualidade da sua equipa com bola, mesmo quando esta ainda não a tem. Pode-se afirmar, por outras palavras, que defende de uma forma moderna, procurando antecipar e influenciar acções adversárias através do seu posicionamento e da sua postura (sendo um jogador quase exemplar nos aspectos mais técnicos, como a correcta colocação dos apoios, por exemplo), e que dessa forma consegue forçar vários erros que permitem a recuperação da bola. 

Não raras vezes, a forma como William se move dentro do campo é alvo de crítica e até chacota, e as acusações à sua velocidade de deslocamento são já clássicas. No entanto, nas velocidades que mais influenciam o jogo - a de execução e a de raciocínio -, William é um jogador bastante veloz.

Para além de William

Face à tremenda qualidade que possui, é natural que a diferença entre William e as restantes opções para a posição “6” seja qualitativamente significativa. João Palhinha é ainda um jovem sem a qualidade necessária para assumir a posição, sendo até possível que coleccione alguns minutos na equipa B e que volte a ser cedido a um clube da primeira liga em Janeiro, para jogar com regularidade. Já Radosav Petrovic encaixa no perfil estabelecido por William ao longo das últimas temporadas. O sérvio é um médio com a serenidade e compostura com bola que se exigem para o lugar. No entanto, defensivamente apresenta-se muito pouco intenso, e mesmo em termos posicionais não prima pela excelência. Noutro contexto, até poderia ser uma boa alternativa a um titular da posição, mas esse não parece ser o caminho escolhido pelo treinador. Ambos os jogadores deverão ser carta fora do baralho na maioria das partidas, embora Petrovic até possa ter alguma utilidade, sobretudo nos jogos teoricamente mais acessíveis e disputados em Alvalade.

Depois, há Rodrigo Battaglia, que foi até agora a escolha de Jorge Jesus para o lugar. O argentino possui a capacidade física e atlética que o treinador do Sporting tanto aprecia, e adiciona-lhe algumas qualidades técnicas, nomeadamente ao nível do transporte de bola. Por outro lado, é mais uma adaptação ao lugar, pois jogou os últimos anos da sua carreira como “box-to-box” (com alguma qualidade, refira-se), sendo que todas as suas características com bola apontam também para esse papel dentro do terreno de jogo. Possui limitações claras em termos cognitivos – principalmente ao nível da correcta percepção e gestão do ritmo do jogo, que depois influencia negativamente a sua tomada de decisão – e apesar da capacidade de transporte, o facto de se decidir muitas vezes por uma má opção (ou de nem sequer conseguir identificar propriamente as opções à sua disposição em cada jogada) faz com que a sua capacidade de ligar sectores e corredores seja mediana, na melhor das hipóteses.


Perante este cenário – e apesar da perceptível vontade do jogador em rumar a outros campeonatos, mais competitivos –, é inegável que a manutenção de William Carvalho é uma excelente notícia para Jorge Jesus e para o Sporting. Veremos agora como irá o jogador entrar na equipa actual.
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