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12 de abr. de 2019

João Félix vs Frankfurt (vídeo)


Qualidade técnica em tudo o que faz, inteligência nas movimentações e qualidade na definição. O presente de Félix é isto, e o futuro poderá levá-lo para patamares ainda melhores.

Contra o Frankfurt, Félix foi o dono do corredor central e o dono do jogo. 

25 de out. de 2018

A dimensão europeia do Benfica de Rui Vitória

8 derrotas nos últimos 9 jogos na fase de grupos da Liga dos Campeões. São estes os números atuais do Benfica de Rui Vitória. 

Ajax 1-0 Benfica 
AEK 2-3 Benfica
Benfica 0-2 Bayern
Benfica 0-2 Basileia
CSKA 2-0 Benfica
Man Utd 2-0 Benfica
Benfica 0-1 Man Utd
Basileia 5-0 Benfica
Benfica 1-2 CSKA

Estes números só por si já são maus, mas se olharmos para o que foram as exibições realizadas, o cenário é ainda mais problemático. Exibições cinzentas, com pouquíssimo futebol e que deixaram a nu várias fragilidades do Benfica de Rui Vitória, que em Portugal passam despercebidas tal a diferença de qualidade individual entre o Benfica e a maioria dos seus adversários.

Quando o nível dos adversários aumenta - e nem é preciso serem colossos europeus - o Benfica de Rui Vitória demonstra demasiadas dificuldades coletivas. 

Contra adversários que pressionam mais alto por exemplo, as dificuldades do Benfica na fase de construção são enormes. Nota-se perfeitamente que os jogadores não se sentem à vontade para construir de forma apoiada em zonas recuadas, nem a equipa está coletivamente preparada para o fazer.

No vídeo que se segue, um pequeno exemplo. O Ajax tem a equipa praticamente toda daquele lado, mas André Almeida, em vez de jogar para o seu guarda-redes de modo a organizar com calma, prefere jogar longo em Seferovic, que se encontrava sozinho. 


Quando não procuram sair atráves de um passe mais longo, optam por construir pelos corredores laterais, mesmo quando as condições não são as melhores. É raro ver o Benfica em ataque posicional a construir por dentro, com o objetivo de chegar ao espaço entre a linha defensiva e a linha média adversária.


Esta construção mais longa e com menos critério, ou em esforço pelos corredores laterais, leva a que o Benfica não chegue às zonas de finalização nas melhores condições. 

Se olharmos para o Ajax vs Benfica, reparamos que as oportunidades do Benfica nascem praticamente todas de transições rápidas, e foram criadas graças à qualidade individual dos seus jogadores,neste caso de Rafa.

Estes são apenas dois pequenos exemplos das dificuldades que o Benfica sente em jogos europeus, e que para mim têm no seu treinador o maior culpado. O plantel do Benfica está cheio de jogadores de qualidade que o coletivo não consegue potenciar nem um pouco. Na europa vê-se que o Benfica de Rui Vitória é uma equipa com poucas ideias, com um processo muito fraco, sem fio de jogo e a depender quase exclusivamente dos rasgos individuais para criar situações de golo.










4 de out. de 2017

Levantar a cabeça, ou usar a cabeça? Dificuldades do Benfica de Rui Vitória

                                  
Por muito piores que sejam os defesas do Benfica quando comparados com os da época anterior, nada justifica as dificuldades sentidas na construção, principalmente em situações onde o adversário nem dificulta assim tanto o trabalho dos jogadores do Benfica. 
Se o posicionamento de André Almeida fosse o sugerido na imagem, era assim tão complicado para o Benfica entrar com a bola controlada no meio campo defensivo do Marítimo? Luisão usava o apoio frontal de Salvio (pressionado pelas costas pelo lateral adversário) para fazer chegar a bola a André Almeida e o Benfica ganhava espaço para progredir de forma apoiada. Se o extremo adversário permanecesse mais recuado, Luisão ganhava metros para progredir com a bola. 
Não há largura no corredor lateral direito. Bater na frente ou usar o apoio frontal de Pizzi para fazer a bola chegar a Jardel que teria todo o espaço do mundo para invadir o meio campo defensivo do adversário?
Novamente a mesma situação. Seria muito difícil para Jardel colocar a bola em Pizzi para este a devolver a Fejsa, que de frente para o jogo, na posição sugerida na imagem, pudesse ligar com o colega posicionado atrás da linha média do Marítimo? 
Os jogadores do Benfica não conseguem executar o sugerido nas imagens? Não conseguem executar ações como esta do vídeo? É de quem a culpa de não o fazerem? 






2 de fev. de 2017

Procurar o golo de todas as formas... ou das melhores?


"Forçámos de todas a maneiras e feitios para fazer golo, mas não conseguimos."  
Esta frase é de Arnaldo Teixeira, adjunto de Rui Vitória, após a derrota do Benfica em Setúbal. E parece-me que pode trazer um tópico de discussão interessante, juntamente com o que se passou no final do encontro. O Benfica teve imensas dificuldades em criar lances de perigo ao longo do encontro, sendo que nos dez minutos finais, mais coisa menos coisa, decidiu começar a despejar bolas na área do seu adversário a torto e a direito. O sucesso dessa ideia foi obviamente muito diminuto, tendo apenas conseguido um remate de Mitroglou, na sequência de uma segunda bola. Isto tudo até ao último lance do jogo, claro. Esse lance foi imensamente escrutinado por todo o país, mas, claro, no sentido de saber se o lance era passível de grande penalidade ou não. Aqui a ideia é fazer um pouco diferente, por isso não é, de todo, esse o meu foco. O interesse do lance, a meu ver, está no início do mesmo e não no fim.


Falta literalmente um segundo para acabar o tempo adicional mínimo, a equipa tinha, como referido, passado os dez minutos anteriores a despejar na área e Carrillo estava numa posição em que a grande maioria dos jogadores, mesmo numa situação diferente, cruzariam. Pelo que o desfecho da jogada deveria ser mais do que óbvio, uma bola na área. Mas Carrillo é um jogador que poucos percebem, e que tem tendência a não fazer o que todo o mundo acha óbvio. Muito acusado de ser irresponsável nos momentos defensivos e, de facto - já que a primeira afirmação é mais questionável do que se pensa - tem oscilações gigantes de rendimento consoante os seus níveis de confiança e conforto na equipa em que se encontra (o que o leva a entrar em ciclos negativos viciosos com facilidade, como foi bem visível no Sporting por exemplo). Apesar disso, é um jogador de elevadíssima qualidade, porque alia qualidades físicas e técnicas superlativas a um conhecimento do jogo deveras subvalorizado. Vejamos a jogada:
Ao não fazer o óbvio, e em vez disso procurar uma melhor solução, Carrillo aproximou-se muito mais do sucesso do que se tivesse feito o que toda a gente lhe ordenaria que fizesse na situação descrita. Foi, aliás, traído pela sua recepção após a devolução do colega (que também lhe dificulta a vida), que se lhe sai bem o colocaria numa situação muitíssimo favorável. Mas interessa mais falar da falácia que é a ideia que todos os treinadores têm de ter um "Plano B" para este tipo de circunstâncias - que consiste sensivelmente no que o Benfica fez neste período: tudo na área e bola lá em cima! Daí também o interesse de Arnaldo Teixeira em passar a ideia de que a equipa tentou chegar ao golo de todas as formas - visto que é algo tido como positivo e recomendável. Por isso mesmo, não é a verdade dessa ideia que se discute aqui (ou seja, se o Benfica procurou mesmo o golo de todas as formas) , mas sim o facto de essa ideia ser algo de positivo. Ao ignorar tais preconceitos e focar-se na melhor solução, Carrillo mostrou aos seus colegas e até à sua equipa técnica que, se o Benfica se tivesse focado nas melhores formas de chegar ao golo nos últimos 10 minutos - e não em todas, podia não ter saído do Bonfim sem pontos...

31 de jan. de 2016

Pizzi + Jonas + Gaitan: O cérebro do Benfica

Um jogador como Jonas faz muitos estragos. Se a este se juntar um como Pizzi, mais estragos são feitos. Se a estes dois ainda se juntar um como Gaitan, RIP defesas adversárias. São infindáveis as combinações que estes três conseguem executar entre eles. Qualidade técnica, criatividade, inteligência, interpretação do jogo etc. 

Gaitan conduz e dribla como ninguém. Impossível prever o que o extremo argentino irá fazer quando a bola lhe chega aos pés. A maneira como conduz a bola, de fora para dentro, procurando combinar com os colegas é uma verdadeira dor de cabeça para os defesas adversários. A cada lance demonstra doses extras de criatividade, inventando lances extraordinários. 

Jonas (ainda estou para perceber como é que foi dispensado do Valência, para depois se irem gastar 30M no Negredo), no corredor central, é o cérebro do Benfica. Sempre que a bola chega a Jonas, é quase certo que a decisão será a melhor e será executada com a qualidade técnica exigida. Grande capacidade para segurar a bola e para jogar a um toque quando serve de apoio frontal. Na finalização, seja de cabeça, com o pé direito ou esquerdo, não há melhor do que Jonas em Portugal. 


Pizzi, a subida de rendimento do Benfica passa muito pela inclusão de Pizzi no 11. Menos forte em condução que Gaitan mas com mais capacidade de temporização, Pizzi revela a cada jogo que passa que é uma das mais valias deste Benfica e que merece estar no Euro 2016. Qualidade no passe e visão de jogo. Capacidade para perceber quando e onde deve por a bola. 

24 de nov. de 2015

Muito mais Sporting do que Benfica, muito mais Jesus que Rui Vitória


Quantos mais jogos entre ambos, maior a certeza de que o Sporting é muito, mas muito mais equipa que o Benfica. Mérito total para o seu treinador (ou será para a estrutura do Sporting?!). O salto qualitativo que o Sporting deu é enorme. O que antes era raro acontecer, agora acontece quase sempre. Uma equipa organizada em todos os momentos do jogo, apesar de ainda ter muito para evoluir como é natural que aconteça nesta fase da época. Muito difícil encontrar situações em que o portador da bola não tenha várias opções de passe; Muito difícil encontrar os jogadores do Sporting em inferioridade numérica, seja a atacar ou a defender. Muito difícil encontrar lances em que os jogadores do Sporting não reajam de forma agressiva à perda de bola. Em tudo o que é colectivo, este Sporting é claramente superior ao Benfica. 

 

                            
Maior proximidade a defender, maior facilidade em sair da pressão de forma apoiada




28 de ago. de 2015

Mercado quase a encerrar: O que falta aos 3 grandes


Benfica

Lateral esquerdo- É na minha opinião a posição que o Benfica necessita mais de reforçar. De raiz conta apenas com Eliseu que está longe de ser um lateral esquerdo de qualidade.

Extremo- Se Gaitán e Ola John permanecerem no plantel, deixa de ser uma prioridade mas tendo em conta que a saída de ambos é um cenário que pode vir a acontecer, a contratação de um extremo torna-se, na minha opinião, necessária. Taarabt parece ser uma opção a longo prazo dado que pouco jogou na pré época e ainda não se estreou oficial pelo Benfica. Se a isso juntarmos a lesão de Sálvio e as hipotéticas saídas de Gaitán e Ola John fica claramente a faltar um extremo a este Benfica. 

Porto

Médio criativo- 8 ou 10, pouca importa. O que o Porto precisa, e muito, é de um médio com características muito diferentes dos habituais titulares no trio de meio campo. Um médio criativo é fundamental para que o Porto seja mais forte em organização ofensiva, principalmente pelo corredor central. Se o Porto já é uma equipa que ataca preferencialmente por fora, sem a contratação de um médio mais criativo, o jogo interior ficará ainda mais pobre. 

Lateral esquerdo- Apesar da contratação de Cissokho, a posição de lateral esquerdo, é na minha opinião, a 2ª posição que o Porto mais precisa de reforçar. Alguém mais competente defensivamente e com mais qualidade técnica para fazer face à venda de Alex Sandro que era um dos melhores do Mundo na sua posição. 

Sporting

Lateral direito- João Pereira é muito provavelmente o pior jogador do Sporting, visto que é dos poucos que consegue ser mau em tudo o que faz. Péssimo defensivamente, irá ser certamente um dos principais responsáveis por grande parte dos golos sofridos. 

Avançado- Slimani revela muitas dificuldades quando baixa. E num modelo de jogo que pede aos avançados que serviam varias vezes de apoio, as perdas de bola são demasiadas, ainda que se espere muitos golos dele. Montero, talvez por não oferecer o que Jesus pede em termos de agressividade parece não ser uma opção muito válida. Resta Teo que apesar de nem ser um mau finalizador está longe de ser o que o Sporting precisa naquela posição. 


2 de set. de 2014

Organização defensiva do Benfica


4 simples imagens que representam bem o que é a organização defensiva do Benfica. Mérito total para o seu treinador, dos melhores do Mundo a trabalhar a organização defensiva da sua equipa. 










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