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15 de fev. de 2015

Celta de Vigo vs Atlético de Madrid: a diferença entre o querer e o fazer


Todas as equipas querem os 3 pontos a cada jogo (quase todas vá), no entanto, umas entram em campo com a missão de fazer por isso, e outras apenas esperam para ver o que o jogo dá. O jogo entre Celta e o Atlético de Madrid foi um exemplo bastante claro da diferença entre o querer ganhar e o fazer para ganhar.

Duas posturas completamente diferentes. Uma, expectante, defensiva, com as linhas muito baixas e outra a querer dominar e controlar o jogo, a pressionar alto, a tentar desorganizar o adversário de modo a criar situações para finalizar.

Não é que seja surpreendente ver a equipa comandada por Simeone abdicar de ter a bola, mas chegar ao intervalo com menos de 30% de posse de bola é um dado que mostra bem o que foram os primeiros 45 minutos do campeão espanhol. Uma primeira parte em que nada fez para ter a bola, para desorganizar o adversário e com isso criar situações de finalização, limitando-se apenas a esperar pelo erro do adversário para conseguir explorar o espaço em transições rápidas.

Do outro lado, um Celta de Vigo a querer nitidamente construir e criar com qualidade. A querer penetrar no bloco adversário para criar situações de finalização. A querer entrar com a bola controlada dentro da área adversária. Sempre a tentar envolver vários jogadores em organização ofensiva, sempre a tentar ter superioridade numérica na zona da bola.

Mesmo com uma qualidade individual bastante superior ao adversário, o Atlético passou grande parte dos 90 minutos a ver o Celta controlar o jogo por completo. Vitória mais que justa da única que equipa que fez o que lhe competia para vencer o jogo.

Para finalizar, uma referência para o que foi na minha opinião o melhor em campo, Nolito. Excelente a exibição do extremo espanhol. Muita qualidade técnica, muita criatividade , muita capacidade para criar desequilíbrios mesmo em espaços reduzidos. Foi sempre uma constante dor de cabeça para a linha defensiva do Atlético de Madrid. Desde de passar a bola por baixo das pernas dos adversários a passar por cima da cabeça dos mesmos, a exibição de Nolito teve de tudo, e tudo com grande qualidade em prol do colectivo. 








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