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29 de mar. de 2019

Movimentos Para Atacar a Profundidade

O Chelsea de Maurizio Sarri tem vivido dias conturbados e problemas em quase todas as áreas onde seria possível tê-los. Desde as questões da direcção do clube e os problemas com os adeptos até à forma como do ponto de vista mental a equipa quebra com a facilidade de um castelo de cartas sem que as incidências do jogo o façam prever. Há ainda a descrença de alguns elementos importantes na filosofia de jogo, e a desconfiança por parte de outros tendo em conta os resultados não terem ido de encontro ao expectável no início da época. Depois, o facto de não ter escolhido o plantel e de não ter tido uma pré-época em nada ajuda na implementação de um estilo de jogo muito particular e pouco habitual para os jogadores. Há uma série de problemas que estão ligados mas desses interessa-me focar num aspecto do modelo de jogo que tem sido pobre tendo em conta as ideias que Sarri quer implementar.

As equipas de posse, que querem jogar em ataque posicional, fazem-no por entenderem ser essa a melhor forma de marcar, mas também por ser a melhor de se defender dos ímpetos do adversário. Ou seja, as equipas provocam o adversário colocando-o no último terço para que em termos de espaço estejam sempre o mais próximos possível da baliza que defendem e, consequentemente, o mais longe possível da baliza que atacam. Não é uma obrigação uma vez que quando são pressionados na primeira fase de construção e conseguem vantagem espacial e numérica em zonas importantes aceleram; mas, fundamentalmente, a equipa prepara o ataque com objectivos com a seguinte precedência:
  • Numa primeira fase o fundamental é entrar no meio campo ofensivo com a bola controlada. colocar o adversário numa situação onde tem de percorrer muitos metros para atacar a baliza.
  • Segue-se a preparação da estrutura posicional da equipa, já dentro do meio campo ofensivo, com os jogadores a colocarem-se nas posições trabalhadas para dar início ao ataque à baliza. Que é fundamental do ponto de vista ofensivo, para que a equipa entre nas dinâmicas que o treina, mas também para o equilíbrio posicional da equipa no momento em que perde a bola por haver jogadores colocados para reagir à perda no centro de jogo, e também por existirem outros colocados de forma a parar os contra ataques no caso dessa primeira pressão ser batida.
  • Só depois a equipa começa a acelerar para as situações colectivas e para as nuances individuais que visam criar ou aproveitar os espaços para atacar a baliza. E percebe-se facilmente que, não cumprindo com uns os outros ficam comprometidos.
Isto leva a que a equipa enfrente, por opção do seu treinador, muitos jogadores em pouco espaço. E se do ponto de vista defensivo isso garante mais alguma segurança, do ponto de vista ofensivo é bem mais desafiante do que jogar com menos oposição e mais espaço. Claro que, por norma, as acções em ataque posicional têm a vantagem de na construção existir mais tempo e espaço para executar, e de os jogadores conseguirem com acções mais seguras cumprir com os objectivos da mesma; mas no momento de criação há muito mais pernas para enfrentar sem muito espaço entre sectores e sem espaço para explorar a profundidade. E é aqui que se tornam fundamentais os movimentos para atacar a profundidade, os movimentos para criar espaço.

O Nápoles de Sarri, como o Barcelona de Guardiola, transformou-se numa máquina de criação de espaços. A equipa, cada jogador, percebia perfeitamente o objectivo e os timings de cada movimento, e todo entendiam de imediato os efeitos que causavam no adversário e conseguiam, por isso, muito mais rapidamente aproveitá-los. E é dessa forma que Sarri, que o Nápoles de Sarri, mostrava superioridade sobre a esmagadora maioria dos rivais que enfrentava: era fabuloso em todos os momentos do jogo, mas sobretudo no últimos 30 metros. Os jogadores brincavam com a oposição, e tinham milhares de soluções para os movimentar e acelerar para o espaço que ficara criado. Ao Chelsea, como a muitas equipas que tentam jogar dessa forma, faltam movimentos para deslocar o adversário. Falta tempo para que os jogadores entendam que tipo de movimentos devem tentar consoante a situação, e falta tempo para uma melhor percepção do efeito que cada movimento tem na estrutura adversária. Com bola no pé, só com a bola no pé, e sem movimentos de ruptura é quase impossível penetrar as vezes suficientes para que se criem situações em qualidade e número suficiente para se desmarcar no resultado.

No lance que vamos demonstrar abaixo, em comparação com outros lances do mesmo género no Nápoles, perceber-se-à a grande inércia ao nível de movimentos e percepção das situações que o Chelsea ainda tem. Neste lance com dois jogadores diferentes do Chelsea, e sendo dois jogadores que têm responsabilidade superior no ataque à profundidade no modelo de jogo do treinador italiano por serem avançados, vamos conseguir perceber aquele que tem sido um dos maiores problemas que no meio de toda tempestade Sarri está a tentar resolver.


Em Nápoles, Sarri trabalhou várias variantes para atacar a profundidade: Com jogadores envolvidos no lance a entrar, e noutras situações com jogadores a aparecerem de uma segunda linha, etc. Será sempre mais fácil começar pelos movimentos de quem está envolvido do que pelos outros; e para já, ainda há pouca competência nos movimentos menos complexos.

7 de fev. de 2016

O mais importante no futebol é a amizade: O Chelsea de Hiddink

As imagens que vão ver representam aquilo que o futebol tem de melhor: a amizade entre rivais. Obi Mikel e Matic demonstraram durante os 90 minutos o que verdadeiramente importa dentro de campo. Esqueçam as coberturas defensivas, os ajustes, a defesa zonal. Apenas a amizade importa. Muito bem Hiddink.



18 de out. de 2015

Mourinho explica ausência de Hazard do onze: «Estávamos a sofrer muitos golos»

Quem o viu e quem o vê. De um treinador à frente de todos os outros para um treinador incapaz de perceber o que quer que seja. A explicação para a ausência de Hazard no 11 inicial é mais uma prova disso.
«Deixei Hazard de fora porque estávamos a conceder muitos golos. Precisamos de maior estabilidade e esforço para conseguir que a equipa se torne mais sólida»
Mourinho chegou a uma altura da sua carreira em que acha que deixar o melhor jogador de fora é o melhor para a sua equipa. Chegou a uma altura em que considera que a sua equipa defende melhor apenas porque troca um extremo por outro. Chegou a uma altura em que tudo o que diz é um autêntico atentado ao futebol moderno, futebol esse que teve em Mourinho a sua principal figura, há uns anos atrás.

Os comportamentos ofensivos já eram banais, e agora, nem defensivamente o Chelsea consegue apresentar algo de qualidade. Uma equipa sempre à espera do erro do adversário, numa zona incrivelmente passiva. Uma organização defensiva que por vezes mais parece um concurso de dança de tantos pares que há. Uma distância tão grande entre sectores que dá a ideia que os defesas não gostam dos médios, e os médios não gostam dos avançados. 

Como é que o Chelsea pode melhorar colectivamente se nem o próprio treinador tem noção das debilidades colectivas de sua equipa? Como é que o Chelsea pode melhorar a sua qualidade de jogo se para o seu treinador, tudo são erros individuais? O Chelsea neste momento é uma equipa mediana em todos os momentos do jogo, e o grande culpado não é o Hazard, nem o Matic nem nenhum dos vários jogadores culpabilizados jogo após jogo. O maior culpado é mesmo o seu treinador. 

19 de ago. de 2015

Diego Costa: entre a cara e a técnica, até fica a parecer um gajo bonito

No seguimento do post sobre Slimani, mais um avançado cheio da famosa raça mas que mais parece ser um defesa-central adversário,dado o número de bolas que perde por ser tão mau tecnicamente e tão pouco inteligente

17 de jan. de 2015

O 2º golo da goleada do Chelsea


Quando os extremos jogam mais por dentro, quando se procuram apoios dentro do bloco adversário, quando há proximidade entre setores/jogadores e quando o mestre Fábregas aparece em zonas onde é necessário decidir e executar com qualidade tendo pouco tempo e espaço para o fazer acontecem lances assim. 

28 de dez. de 2014

Mourinho e o novo Chelsea


«A nossa criatividade vem da qualidade dos jogadores e da ideia de jogo que temos vindo a perseguir desde o início da época.»

«Somos muito melhores quando temos a bola. Na temporada passada éramos muito fortes defensivamente e organizados, mas faltávamos criatividade. O desafio, nesta temporada, era trazer essa criatividade e dinâmica sem perder as qualidades defensivas»

Foram estas as declarações de Mourinho há 2 ou 3 dias, e presumo que hoje ainda acredite nelas. Diz Mourinho que a criatividade do seu modelo de jogo vem da qualidade dos seus jogadores e da ideia de jogo que tem vindo a trabalhar durante o inicio da época. A 1ª parte da sua afirmação é facilmente confirmável se olharmos para o 11 base do Chelsea este ano. Com Fábregas Matic, Oscar, Willian e Hazard, qualidade técnica e criatividade é coisa que não falta. Já a 2ª parte, ou seja, a que diz respeito à ideia de jogo, neste caso o processo ofensivo, é que me parece totalmente errada.

Não só não são principios coletivos de qualidade, como em nada evoluíram em relação à época passada. O Chelsea, neste momento da época, assim como o do ano passado, depende muito da qualidade individual dos seus executantes porque os seus comportamentos coletivos ofensivos são fracos, para não dizer pior. Não era este o Chelsea de inicio de época.. 















18 de out. de 2014

Fábregas e os apoios frontais


A importância da proximidade dos apoios demonstrada num lance conduzido pelo maestro Cesc

30 de ago. de 2014

Everton vs Chelsea e o festival de golos

Jogo atípico até para a Premier League. 9 golos em 90 minutos não é coisa a que se assista todos os jogos. No que diz respeito à emoção foi um jogo perfeito já no que diz respeito à organização deixou muito a desejar. Defensivamente foram muitos os erros cometidos por ambas as equipas, fator que contribuiu muito para o elevado número de golos marcados. 

Mourinho voltou a desiludir, mesmo tendo o Chelsea goleado o Everton em sua casa. Começou cedo a ganhar e isso foi prejudicial para a qualidade do futebol apresentado. Baixou muito as linhas e deu o controlo do jogo ao adversário tendo como único objectivo aproveitar as transições. Ter Ramires e não ter Oscar apresenta um decréscimo de qualidade muito grande, principalmente em organização ofensiva. Infelizmente Mourinho continua com a ideia de que para defender melhor um resultado vantajoso deve meter o maior número de defesas e trincos possíveis em campo. Terminou o jogo com 5 defesas e 2 trincos em campo.

Alguns erros na organização defensiva do Chelsea resultaram em 3 golos sofridos, alguns facilmente evitáveis como por exemplo o lance do 2º golo:

Individualmente destacar 3 jogadores: Matic, Fábregas e Diego Costa. Os dois primeiros pela qualidade que oferecem em posse. Critério e qualidade de passe, tomada de decisão e qualidade técnica fazem deles uma das melhores duplas de médios do Mundo. Diego Costa, não oferece praticamente nada a não ser no momento da finalização, mas a verdade é que nesse momento tem contribuído da melhor maneira. 4 golos em 3 jornadas. Muito bem principalmente no que diz respeito a explorar a profundidade. Infelizmente no resto revela-se um jogador fraco. Muito mal nos apoios, na recepção e no passe, acumulou mais de uma dezena de perdas de bola. 

No que diz respeito ao Everton, o destaque (negativo) vai obviamente para a sua organização defensiva. Demasiados erros para um jogo só, ainda por cima contra a equipa mais forte individualmente da Liga Inglesa. Apesar de ser uma equipa bem organizada defensivamente, a sua linha defensiva não funciona como uma verdadeira linha e isso foi bem visivel no jogo frente ao Chelsea. Demasiado o espaço entre os elementos e má coordenação entre os centrais são dois exemplos claros de debilidades defensivas que este Everton apresenta e que muito contribuíram para o facto de terem sofrido 6 golos no seu próprio estádio. 






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