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31 de jan. de 2019

Assisti a um vídeo de 3,33 minutos a respeito da invenção da roda antes de escrever sobre Daniel Bragança

FOTO Global Images 

Existe um filtro muito popular entre a comunidade de cérebros online – o Instagram também deveria equacionar a opção de substituir o Gingham, que ninguém utiliza, por algo deste género – chamado ‘consenso’. O ‘consenso’ é porreiro. A odd alusiva à perda de seguidores diminui, o engagement da publicação assume valores de eficácia equiparáveis à aposta de Fejsa no 11 titular (ou seja, é como o Melhoral: nem faz bem nem faz mal) e o cérebro número dois, ao identificar-se com o ‘consenso’ do cérebro criador, deixa o seu ‘like’, permitindo ao cérebro número três sentir que faz parte de ‘uma cena’ e ao cérebro número 61 achar-se o dono disto tudo. O Kevin Systrom e o Mike Krieger estão aqui a pedir um exemplo que os ajude a calcular o sucesso do novo filtro. Cá vai: o Daniel Bragança precisa de rodar. 

Assisti a um vídeo de 3,33 minutos a respeito da invenção da roda antes de escrever sobre o Daniel Bragança para ser capaz de afirmar que a prova mais antiga da existência dessa brilhante criação data de cerca de 3.500 a.C. e foi encontrada na região da antiga Suméria (Mesopotâmia, actual Iraque). Imaginem que, já nessa altura, os idiotas dos sumérios – é consensual que podemos brincar com a etimologia da palavra, fazendo de conta que se refere a quem tem bastantes ideias, certo? – utilizavam a roda para deslocar cargas muito pesadas, possibilitando-me a analogia de hoje. De facto, para andar aí a rodar, o Bragança só pode ser muito pesado para este campeonato. 

Bom é o Battaglia, cuja etimologia do apelido nos oferece logo um lamiré das suas características em campo e até se torna sugestivo para os trocadilhos, o Petrovic, que em três anos de Sporting viveu o seu momento alto de consenso por culpa do nariz, e o Misic (ainda me lembro daquele golaço frente ao Empoli. Ahhhh...!). O Daniel Bragança? Vais para o Farense para veres como é que elas te mordem! Vens de lá feito um jogador de barba rija, daqueles que sabem mostrar os dentes. Ou então fracassas redondamente, dando visão de jogo, definição de passe e transformando o Caos em Eros. Se isso acontecer é que será uma lástima, pois ninguém irá suportar o choro dos groupies que veneram o físico ao invés de admirarem o talento. 

Fora de brincadeiras, inscreve-te num ginásio. Até lá, jamais terás força para lutar contra o ‘consenso’ que garante que apenas os fora de série como o Xavi ou o Iniesta é que podem vingar na zona do campo que pisas. Nem de propósito, o Idrissa estreou-se frente ao V. Setúbal. Elogiaram-lhe mais o físico do que alguma vez aplaudiram as tuas recepções orientadas e a intensidade (que insistem em sublinhar que não tens). Também apontaram dificuldades ao marfinense na transição defensiva e no entrosamento com os colegas, mas, como sabes, a margem de erro para um médio com 1,87m é superior à de outro com 1,69m. Malditos sejam os Sumérios. À pala deles andas aí a rodar consensualmente.

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