Peço desculpa pelo post anterior, mas estava naquela altura do mês... Voltando às coisas sérias!
O Borussia de Dortmund ganhou nova vitalidade com a chegada de Favre ao seu comando. Os resultados têm sido muito bons, e isso levou-me a espreitar alguns jogos deles para conseguir tecer algumas considerações. Para o artigo, considerei apenas um jogo onde fica bem vincada a identidade que Favre quer para a sua equipa nos diferentes momentos do jogo, de que forma a sua equipa se comporta de forma individual e qual é a reacção colectiva aos acontecimentos do jogo. Claro que, ele saberia detalhar melhor cada uma das situações que aqui se falam, e fazer-nos perceber quais são os marcadores que fazem activar as escolhas que os seus jogadores fazem. Mas fica aqui um resumo do meu entendimento do que vi nos jogos deles.
Apresenta-se normalmente em 1-4-4-2 com as três linhas (defesas, médios, e avançados) bem definidas ofensiva e defensivamente. Funcionam de forma simétrica sem nenhuma grande diferença ou particularidade de um lado para outro do campo, independentemente dos jogadores que lá actuam. É uma equipa que se pode caracterizar, de forma geral, como tendo uma obsessão pelo espaço, por não se importar de não ter bola, e por forçar o ataque à profundidade. Joga num bloco médio, ou baixo para depois aproveitar o espaço nas costas do adversário. No jogo, é uma equipa de ataque rápido e que não faz da posse de bola uma arma. Como se vai ver, é bastante competente naquilo que se propõe a fazer.
Como se percebeu, com a variação para o corredor contrário nada se alterou, as posições foram as mesmas. Houve apenas mais proximidade da baliza com o cruzamento.
A opção pelo Ala para apertar no corredor deixa espaço para que a cobertura jogue com relativa tranquilidade, até chegarem as ajudas.
Da defesa para o ataque...rápido! O Dortmund não é uma equipa que queira dar possibilidade ao adversário de se organizar, e a sua equipa tem que se organizar à velocidade da luz quando recupera a bola por querer sair sempre em contra-ataque. São obcecados pelo espaço! Não lhe resistem, e muitas vezes forçam. Procuram primeiro ir dentro para libertar o passe onde entram jogadores por fora.
É um princípio, mas se não encontrarem os avançados tentam colocar o passe por fora na mesma para depois definirem o lance. E com essa opção de ataque, são os médios ala quem tem a maior responsabilidade na definição dos lances, depois os laterais e avançados. Os médios aparecem poucas vezes em situação de definição.
Por não resistirem ao espaço, e por quererem contra-atacar sempre, o jogo fica confuso algumas vezes e exige um constante vai e vem dos jogadores. Como querem forçar, não se deixam recuperar do esforço anterior.
Não é equipa de elaborar muito o ataque, de querer sair sempre a jogar, apesar de ter referências para jogar em organização ofensiva. Quando joga longo, opta por colocar a primeira bola bem junto do corredor lateral. Aí aparecem o Ala, o avançado, o lateral, e um médio por dentro.
Combinações no corredor lateral para encontrar espaço para a ruptura.
Ligam o jogo com os avançados que recebem atrás da linha média adversária, e depois procuram combinar para encontrar espaço nas costas, para entrar dentro da área com a bola controlada, ou para cruzar.
As referências são importantes e congruentes em organização ou transição ofensiva. Quando perdem a bola tentam recuperar no local onde a perderam, aproveitando as linhas estarem subidas para pressionar em zonas mais adiantadas.

























