Mostrando postagens com marcador Liverpool. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liverpool. Mostrar todas as postagens

20 de fev. de 2019

Rápido, rápido, rápido, Firmino!!!

O Liverpool é, e tem sido, uma das melhores equipas da Europa por força do trabalho transformador de um treinador a quem foi dado tempo e espaço para trabalhar. Klopp é um privilegiado uma vez que não há registo de tanta longevidade sem títulos nas grandes equipas europeias, depois do afastamento de Sir Alex e de Wenger. Mas, há muito mérito no trabalho de um treinado quando mesmo sem títulos consegue alterar a dinâmica de uma equipa e transforma-la de forma unânime nas melhores do continente, mantendo o foco de todos naquilo que jogam e conseguindo fugir na maior parte do tempo das questões que surgem com a ausência de títulos. Jurgen Klopp é o meu treinador preferido, não o escondo; ainda que não o ache o melhor do mundo. E o detalhe que me apaixona na sua equipa é precisamente o que, para mim, faz com que não seja o melhor: a vertigem. É-me difícil seguir um jogo do Liverpool sem entusiasmo; pela proposta de jogo do seu treinador, pela personalidade e pelo que transmite dentro e fora do campo, e por a equipa personificar quase na perfeição o jogo que o treinador imagina; aquilo é uma loucura constante! A ideia que Klopp traz para divertir os seus adeptos, e os que como eu são fãs da proposta, é um jogo de ataque constante à baliza do adversário. Aceleram, ligam aos velocistas Mane e Salah, e aquilo ganha uma dinâmica extraordinária.

Mas há Firmino!: o elemento diferenciador de toda a forma de atacar do Liverpool.

Quando falámos das qualidades dos jogadores, normalmente, caracterizamos aquilo que por si os jogadores conseguem fazer em campo, esquecendo-nos na maior parte do tempo da influência que os jogadores têm nos colegas pelo estilo de jogo ou pela personalidade. E enquanto se fala de Mane e Salah como fundamentais para a ideia de Klopp, da velocidade e da qualidade com que executam, da forma como resolvem situações de vertigem com qualidade, da forma como são beneficiados pela proposta do seu treinador, deixamos de lado o elemento disruptivo que se impõe contra a corrente do jogo da equipa. Ou melhor, contra a corrente da velocidade com que a equipa ataca. Enquanto vão todos rápido, rápido, rápido, Firmino ganha preponderância por ser posse, por ser no pé, por travar e só depois procurar o espaço. E não só é muito difícil para um jogador aparecer nessas condições. Contudo, Firmino o faz da melhor forma possível: conseguindo influenciar o estilo de jogo dos colegas.

Não são raras as vezes em que o Liverpool contra-ataca ou vai em ataque rápido de forma lenta. Mas na esmagadora maioria das vezes tal acontece pela pausa de Firmino. Que não só beneficia os seus colegas, abrindo-lhes espaço pelos movimentos que faz, como consegue gerar uma variabilidade marcante do jogo do Liverpool tornando-o menos previsível. Quando ele recebe a bola os colegas deixam de procurar apenas o espaço e começam a preparar soluções para permitir a Firmino, em combinações, com a bola no pé, criar situações de finalização. Assim como quando Firmino se aproxima, não só eles o procuram para lhe dar a bola, como o procuram de forma diferente de todos os outros. Sabem que ali é para travar, para combinar, e para dar e receber numa condição diferente. Este princípio, que creio ter sido criado pela relação que os jogadores desenvolvem e aproveitado pelo treinador, é o que marca a diferença quando se fala das capacidades do avançado brasileiro. A influência e o peso que ele tem no jogo da equipa, a forma como consegue abrandar os apressados, a alteração que faz da matriz de jogo da equipa - e dos colegas velocistas - de espaço para posse é dos maiores elogios que se podem fazer a um jogador.

Por isso, das próximas vezes que ouvir falar de Mane, de Salah, e da louca ideia de jogo do Liverpool que tanto me diverte, lembre-se que há Firmino. Lembre-se que há dentro de campo um semáforo a ordenar os ímpetos das potentes motas dos Reds, e a jogar numa posição onde semáforos há poucos.

26 de ago. de 2014

Desorganização defensiva do Liverpool

Mais observações sobre o que é a organização defensiva do Liverpool, ou como o titulo do post indica, a desorganização defensiva. É pouco aceitável que sendo o 3º ano à frente do Liverpool, Brendan Rodgers apresente uma equipa tão má defensivamente. 




25 de ago. de 2014

Controlo da profundidade

Para uma equipa que tem como objectivo defender num bloco alto torna-se imprescindível ter uma linha defensiva que saiba controlar a profundidade nas suas costas. Saber quando e como o deve fazer. A linha defensiva do Liverpool não sabe reagir aos estímulos e com isso comete vários erros fatais. Quando o portador da bola se encontra em progressão ou sem contenção a linha defensiva deve baixar uns metros, controlando o espaço entre a sua baliza e a linha defensiva. Este devia ser um comportamento táctico dominado por todos os elementos da linha defensiva. Infelizmente para o Liverpool, tal não acontece por demérito do seu treinador.
© Domínio Táctico 2012 | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis