O Chelsea de Maurizio Sarri tem vivido dias conturbados e problemas em quase todas as áreas onde seria possível tê-los. Desde as questões da direcção do clube e os problemas com os adeptos até à forma como do ponto de vista mental a equipa quebra com a facilidade de um castelo de cartas sem que as incidências do jogo o façam prever. Há ainda a descrença de alguns elementos importantes na filosofia de jogo, e a desconfiança por parte de outros tendo em conta os resultados não terem ido de encontro ao expectável no início da época. Depois, o facto de não ter escolhido o plantel e de não ter tido uma pré-época em nada ajuda na implementação de um estilo de jogo muito particular e pouco habitual para os jogadores. Há uma série de problemas que estão ligados mas desses interessa-me focar num aspecto do modelo de jogo que tem sido pobre tendo em conta as ideias que Sarri quer implementar.
As equipas de posse, que querem jogar em ataque posicional, fazem-no por entenderem ser essa a melhor forma de marcar, mas também por ser a melhor de se defender dos ímpetos do adversário. Ou seja, as equipas provocam o adversário colocando-o no último terço para que em termos de espaço estejam sempre o mais próximos possível da baliza que defendem e, consequentemente, o mais longe possível da baliza que atacam. Não é uma obrigação uma vez que quando são pressionados na primeira fase de construção e conseguem vantagem espacial e numérica em zonas importantes aceleram; mas, fundamentalmente, a equipa prepara o ataque com objectivos com a seguinte precedência:
O Nápoles de Sarri, como o Barcelona de Guardiola, transformou-se numa máquina de criação de espaços. A equipa, cada jogador, percebia perfeitamente o objectivo e os timings de cada movimento, e todo entendiam de imediato os efeitos que causavam no adversário e conseguiam, por isso, muito mais rapidamente aproveitá-los. E é dessa forma que Sarri, que o Nápoles de Sarri, mostrava superioridade sobre a esmagadora maioria dos rivais que enfrentava: era fabuloso em todos os momentos do jogo, mas sobretudo no últimos 30 metros. Os jogadores brincavam com a oposição, e tinham milhares de soluções para os movimentar e acelerar para o espaço que ficara criado. Ao Chelsea, como a muitas equipas que tentam jogar dessa forma, faltam movimentos para deslocar o adversário. Falta tempo para que os jogadores entendam que tipo de movimentos devem tentar consoante a situação, e falta tempo para uma melhor percepção do efeito que cada movimento tem na estrutura adversária. Com bola no pé, só com a bola no pé, e sem movimentos de ruptura é quase impossível penetrar as vezes suficientes para que se criem situações em qualidade e número suficiente para se desmarcar no resultado.
No lance que vamos demonstrar abaixo, em comparação com outros lances do mesmo género no Nápoles, perceber-se-à a grande inércia ao nível de movimentos e percepção das situações que o Chelsea ainda tem. Neste lance com dois jogadores diferentes do Chelsea, e sendo dois jogadores que têm responsabilidade superior no ataque à profundidade no modelo de jogo do treinador italiano por serem avançados, vamos conseguir perceber aquele que tem sido um dos maiores problemas que no meio de toda tempestade Sarri está a tentar resolver.
Em Nápoles, Sarri trabalhou várias variantes para atacar a profundidade: Com jogadores envolvidos no lance a entrar, e noutras situações com jogadores a aparecerem de uma segunda linha, etc. Será sempre mais fácil começar pelos movimentos de quem está envolvido do que pelos outros; e para já, ainda há pouca competência nos movimentos menos complexos.
As equipas de posse, que querem jogar em ataque posicional, fazem-no por entenderem ser essa a melhor forma de marcar, mas também por ser a melhor de se defender dos ímpetos do adversário. Ou seja, as equipas provocam o adversário colocando-o no último terço para que em termos de espaço estejam sempre o mais próximos possível da baliza que defendem e, consequentemente, o mais longe possível da baliza que atacam. Não é uma obrigação uma vez que quando são pressionados na primeira fase de construção e conseguem vantagem espacial e numérica em zonas importantes aceleram; mas, fundamentalmente, a equipa prepara o ataque com objectivos com a seguinte precedência:
- Numa primeira fase o fundamental é entrar no meio campo ofensivo com a bola controlada. colocar o adversário numa situação onde tem de percorrer muitos metros para atacar a baliza.
- Segue-se a preparação da estrutura posicional da equipa, já dentro do meio campo ofensivo, com os jogadores a colocarem-se nas posições trabalhadas para dar início ao ataque à baliza. Que é fundamental do ponto de vista ofensivo, para que a equipa entre nas dinâmicas que o treina, mas também para o equilíbrio posicional da equipa no momento em que perde a bola por haver jogadores colocados para reagir à perda no centro de jogo, e também por existirem outros colocados de forma a parar os contra ataques no caso dessa primeira pressão ser batida.
- Só depois a equipa começa a acelerar para as situações colectivas e para as nuances individuais que visam criar ou aproveitar os espaços para atacar a baliza. E percebe-se facilmente que, não cumprindo com uns os outros ficam comprometidos.
O Nápoles de Sarri, como o Barcelona de Guardiola, transformou-se numa máquina de criação de espaços. A equipa, cada jogador, percebia perfeitamente o objectivo e os timings de cada movimento, e todo entendiam de imediato os efeitos que causavam no adversário e conseguiam, por isso, muito mais rapidamente aproveitá-los. E é dessa forma que Sarri, que o Nápoles de Sarri, mostrava superioridade sobre a esmagadora maioria dos rivais que enfrentava: era fabuloso em todos os momentos do jogo, mas sobretudo no últimos 30 metros. Os jogadores brincavam com a oposição, e tinham milhares de soluções para os movimentar e acelerar para o espaço que ficara criado. Ao Chelsea, como a muitas equipas que tentam jogar dessa forma, faltam movimentos para deslocar o adversário. Falta tempo para que os jogadores entendam que tipo de movimentos devem tentar consoante a situação, e falta tempo para uma melhor percepção do efeito que cada movimento tem na estrutura adversária. Com bola no pé, só com a bola no pé, e sem movimentos de ruptura é quase impossível penetrar as vezes suficientes para que se criem situações em qualidade e número suficiente para se desmarcar no resultado.
No lance que vamos demonstrar abaixo, em comparação com outros lances do mesmo género no Nápoles, perceber-se-à a grande inércia ao nível de movimentos e percepção das situações que o Chelsea ainda tem. Neste lance com dois jogadores diferentes do Chelsea, e sendo dois jogadores que têm responsabilidade superior no ataque à profundidade no modelo de jogo do treinador italiano por serem avançados, vamos conseguir perceber aquele que tem sido um dos maiores problemas que no meio de toda tempestade Sarri está a tentar resolver.
Em Nápoles, Sarri trabalhou várias variantes para atacar a profundidade: Com jogadores envolvidos no lance a entrar, e noutras situações com jogadores a aparecerem de uma segunda linha, etc. Será sempre mais fácil começar pelos movimentos de quem está envolvido do que pelos outros; e para já, ainda há pouca competência nos movimentos menos complexos.




















































