29 de nov de 2014

Jonas


Qualidade técnica, criatividade e inteligência. Eis Jonas  


22 de nov de 2014

Explorar a profundidade


Nada melhor do que obrigar a linha defensiva a percorrer o caminho contrário ao do jogador que irá explorar a profundidade para que a linha defensiva fique toda batida. 


14 de nov de 2014

13 de nov de 2014

«Nem contra a Alemanha faria marcação especial» - Fernando Santos


"Nem que jogasse contra a Alemanha iria marcar Muller, não iria marcar nenhum jogador homem a homem"

Hum.. 



9 de nov de 2014

Transição rápida....e temporização


Lição rápida de como a temporização é importante, mesmo que seja numa situação de transição rápida. Benzema explica


 
(5x3 e não 4x3)

Pellegrini Pellegrini


Não me querendo armar em vidente, parece cada vez mais perto o despedimento de Manuel Pellegrini do cargo de treinador do Manchester City. Decorridas 11 jornadas da Premier League e 4 da Champions League os resultados não são nada animadores e em nada condizem com a qualidade dos plantel que tem ao seu dispor. Resta a Manuel Pellegrini inverter rapidamente o rumo dos acontecidos se não se quiser tornar no mais recente desempregado...milionário

23 de out de 2014

18 de out de 2014

Fábregas e os apoios frontais


A importância da proximidade dos apoios demonstrada num lance conduzido pelo maestro Cesc

9 de out de 2014

Benzema

Por muitos criticado, o trabalho de Benzema (que eu adoro) é reconhecido pelos seus colegas de equipa. Há uns dias foi Ronaldo a elogia-lo (com tanto golo que marca graças a ele é o minimo que pode fazer) agora Varane:

"Benzema, más que un '9' es un nueve y medio"

"Su talento le permite hacer goles, pero también distribuir juego"



A qualidade de movimentação de Benzema, a maneira como serve de apoio para os colegas, o modo como constantemente toma as melhores decisões em pro do coletivo fazem dele um dos melhores avançados do Mundo ainda que muitos o critiquem por não ter uma média de golos tão elevada como outros. Varane mostra saber na perfeição aquilo que o seu colega de clube e seleção oferece ao jogo.

Mais do que um simples finalizador é também um construtor, um criador de situações de finalização para os seus colegas porque tem qualidade técnica e inteligencia para tal. Quantos e quantos golos Ronaldo não marcou porque Benzema fixou mais que um jogador e soltou a bola no tempo certo? Quantos foram os golos do Real Madrid que nasceram de apoios frontais de Benzema? Muitos certamente. 

Infelizmente há muita boa gente que continua a olhar para o trabalho de um avançado e julga-lo com base no número de golos que ele próprio marca. Na minha opinião, é uma analise muito redutora tendo em conta o futebol da actualidade. Vários foram os jogos em que Benzema mesmo sem marcar foi fundamental para a vitória dado o elevado número de situações de finalização que proporciona aos seus colegas. Aproximou ou não aproximou a sua equipa do sucesso mesmo sem marcar golos? A resposta é obvia. 




30 de set de 2014

12 de set de 2014

Europeu Sub-21


Numa altura em que o Europeu de Seleções principais vai passar a contar com 24 participantes é incompreensível que no Europeu Sub-21 continuem apenas a ser apuradas 8 seleções. Muitos jovens perdem a oportunidade de mostrar o seu valor numa competição que capta a atenção dos grandes clubes da Europa porque a Uefa assim decidiu. 

Não tem sentido nenhum os vencedores dos respectivos grupos de qualificação terem de disputar um play-off para garantirem a entrada no Europeu Sub-21. A seleção portuguesa por exemplo, realizou uma fase de qualificação perfeita em termos de resultados, com 8 vitórias em 8 jogos e pode nem garantir a sua participação. Pode até ser melhor que a seleção holandesa nos 2 jogos em que se irão encontrar e não conseguir a qualificação. Quero com isto dizer que o factor sorte ganha mais importância quanto menor for o numero de jogos a realizar. Se ganhou os 8 jogos da fase de qualificação não pode ter sido só sorte, houve mérito certamente, pelo que é tremendamente injusto em 2 jogos que possam correr menos bem não conseguir a qualificação. 

É altura da Uefa repensar o modelo desta competição, permitindo que mais seleções participem e mais jovens tenham oportunidade de mostrar a sua qualidade dado que, infelizmente, muitas vezes nos clubes onde jogam encontram treinadores que privilegiam mais a experiencia que a qualidade. 




10 de set de 2014

Sistema táctico vs Modelo de jogo


Este post surge no seguimento da conversa a que assisti há minutos entre Vitor Pereira e Carlos Daniel no programa Grande Área sobre o sistema táctico da seleção e a sua influência na presença de jogadores em zonas de finalização. 

Apesar de serem dois conceitos diferentes estão interligados um com o outro. O sistema táctico é a base, é a disposição dos jogadores em campo, é o ponto de partida. O modelo de jogo é a dinâmica que é oferecida a esse sistema táctico. São os princípios que dão "vida" ao sistema táctico.  

Ainda é muito recorrente assistirmos a observações do gênero: " O 4x3x3 contra equipas mais fracas não resulta porque há pouca presença na área adversária". Não podia estar mais errada este tipo de ideia. O facto de a base da equipa ser o 4x3x3, ou seja, 3 médios, 2 extremos e só 1 avançado centro em nada tem a ver com a presença de jogadores na área adversaria quando a equipa se encontra em organização ofensiva. 

São as dinâmicas criadas entre os jogadores que vão determinar a quantidade de jogadores em determinadas zonas do campo, sejam elas defensivas ou ofensivas. Ao olharmos apenas para o sistema táctico de uma determinada equipa ou seleção não podemos retirar praticamente nada sobre os comportamentos que vão surgir com o decorrer do jogo. 

Pode uma equipa que joga em 4x3x3 ter mais gente em zonas de finalização do que uma equipa que actua em 4x4x2? Obvio que sim. Basta por exemplo que o extremo do lado aposto ao da bola aproxime do avançado e um dos médios interiores apareça dentro da área através de um movimento de rutura para que o número de jogadores em zonas de finalização aumente. E isto tanto serve para cruzamentos como para jogadas pelo corredor central.  

São as interações entre os jogadores que vão determinar o comportamento a seguir em função do contexto que o  jogo oferece e não a disposição dos jogadores em campo. 

O engraçado (ou triste dado que há muita gente que não entende) é que o facto de ter mais jogadores dentro da área não quer obrigatoriamente dizer que a equipa se encontra em condições mais favoráveis para finalizar.  É só contar o número de jogadores dentro da área neste lance aqui para confirmar que mesmo com poucos é possível criar situações claras de finalização bastando para isso ter uma organização ofensiva com principios de qualidade.









5 de set de 2014

O espanhol Diego Costa


Não vi com atenção o jogo de ontem entre a França e a Espanha pelo que não me vou pronunciar sobre a exibição do Diego Costa mas depois de ler as declarações de Del Bosque é fácil perceber o que aconteceu. 

O que me causa surpresa é o selecionador fazer esta analise: 

«Devemos perceber melhor Diego Costa»

«Construímos jogo, tivemos posse de bola, controlámos o jogo e foi um bom teste. Diego Costa mostrou o que é capaz, agora temos de nos conectar com ele, percebê-lo. Vamos melhorar»


Vamos lá ver se entendi bem. Del Bosque acha que são os jogadores que se devem adaptar à maneira de jogar do seu avançado? Diego Costa é o oposto do que a seleção Espanhola defende e só por isso já é muito questionável a sua convocatória mas dizer que são os colegas de equipa que devem perceber Diego Costa é roça o ridículo.

Del Bosque é que deve perceber que o Diego Costa não se enquadra minimamente no estilo de jogo da seleção. Não se enquadra porque não sabe servir de apoio, porque não pensa o jogo de maneira coletiva nem toma as melhores decisões com frequência. Diego Costa é um finalizar e mais não lhe podem pedir. É isto que o selecionador tem de perceber. 
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