Após a exibição medíocre que David Luiz protagonizou frente ao Barcelona, foram várias as criticas direccionadas ao central brasileiro. Glenn Hoddle, antigo selecionador inglês, foi corrosivo na sua avaliação e comparou David Luiz a uma criança de 8 anos. Verdade seja dita, há crianças de 8 anos que já sabem, que se forem o ultimo jogador (sem contar com o guarda-redes) da sua equipa, entre a bola e a baliza, devem recuar uns metros, fazendo contenção, à espera que um colega de equipa chegue, e só nas imediações da grande área devem sair ao portador da bola.
Glenn Hoddle diz ainda que "Ele (David Luiz) gosta de jogar como se estivesse no recreio onde o jogo não tem forma. Ele é talentoso mas não é isso que faz um futebolista de topo". Vários são os futebolistas que encaixavam que nem uma luva neste lote "talentosos sim, de topo não". Jogadores que apesar de terem muita qualidade técnica e de serem muito bons fisicamente, não conseguem ser de topo porque lhes falta inteligência.
Um dos exemplos mais claros para se perceber (ou não) esta temática é Ricardo Quaresma. Apesar de ser um jogador extremamente talentoso, nunca se conseguiu afirmar num grande campeonato, mesmo tendo tido oportunidade de jogar em Inglaterra, Itália e Espanha. Não o conseguiu porque nunca foi capaz de colocar a sua qualidade técnica ao dispor do coletivo, associando-a à tomada de decisão e à inteligência. Nunca foi capaz de se relacionar com os colegas dentro de campo porque sempre jogou um futebol de recreio e não um futebol pensado.
Embora David Luiz, Quaresma entre outros, tenham muita qualidade técnica, sejam dos mais talentosos que há nas suas respectivas posições, jamais estarão ao nível de jogadores que conseguiram associar a sua qualidade técnica e física à inteligência.

















































