1 de mai de 2015

Empoli e o exemplo do que deve ser uma linha defensiva

Independentemente da qualidade dos executantes, é sempre possível a um treinador, apresentar comportamentos colectivos de qualidade, e Maurizio Sarri é um exemplo perfeito disso. Incrível a qualidade que a sua linha defensiva apresenta. Funcionam como um todo, pensando em conjunto e não cada um por si. Nota-se muito trabalho do treinador, trabalho de grande qualidade. Mais uma prova de que não é preciso jogadores de excelência, para que a equipa mostre qualidade nos processos. 

(portador da bola em progressão é estimulo para baixar. Se o portador estiver de costas, voltam a subir. Perfeito o movimento da linha defensiva)

26 de abr de 2015

Campeões há muitos, Guardiola só há um

Apelidado de anárquico por uns, elogiado por outros, o Bayern foi novamente campeão sem dar qualquer hipótese à concorrência. Verdade seja dita, a concorrência foi demasiado dócil para um Bayern tão forte, mas tal não retira mérito nenhum ao titulo conquistado por Guardiola. Não me custa imaginar um lista de 10 treinadores que fossem capazes de ser campeões este ano se tivessem no lugar dele, mas dificilmente algum o faria com a qualidade de Pep. 

Guardiola representa há vários anos aquilo que o futebol tem de melhor. Para ele, ganhar não chega, ganhar não o satisfaz, se não for associado a um futebol de qualidade, se não for claramente a equipa que melhor qualidade de jogo apresenta. É por isso que inova, inventa, experimenta, tudo com o objectivo de colocar a sua equipa a jogar o melhor futebol possível. Desde de jogar apenas com um defesa central, a colocar os defesas laterais a iniciar o processo ofensivo como médios interiores. o desejo de Guardiola em fazer evoluir o seu modelo de jogo parece nunca ter fim. É este o maior elogio que se pode fazer a um treinador, que apesar de já ter ganho tudo no futebol, de ser de longe o treinador que melhor coloca a sua equipa a praticar um futebol de excelência, nunca pára de imaginar de que maneira pode melhorar. 

Quem gosta verdadeiramente de futebol, tem, obrigatoriamente, de gostar de Guardiola e das suas ideias. Tem de adorar um treinador, que além de ganhar, proporciona a quem assiste aos seus jogos... futebol. Parece simples e fácil tal feito, dado que tem um plantel cheio de qualidade individual, mas quantas não são as equipas, que mesmo tendo no seu plantel vários jogadores de topo Mundial ,apresentam um futebol medíocre por culpa do seu treinador? 

Vale mais assistir a pequenos vídeos sobre a época do Bayern, que a 90 minutos, de certos jogos e de certas equipas


Campeões há muitos, mas Guardiola há apenas um, porque para ele, ganhar é "apenas" uma consequência natural de praticar um futebol de qualidade. 

21 de abr de 2015

Como é bom ver-vos jogar!

Pequenos em altura, enormes em talento. É por existirem jogadores como Verratti e Iniesta que o futebol é um desporto tão apaixonante. Jogadores que a cada jogada inventam algo novo, algo que ninguém estava à espera. Qualidade técnica, criatividade e inteligência em grandes quantidades resultam em jogadores assim. Não precisam de ser altos, não precisam de ser fortes nos duelos físicos nem precisam de correr como doidos durante 90 minutos porque tudo o que é preciso eles têm. 


18 de abr de 2015

Controlo da profundidade

Não faz nenhum sentido o posicionamento de Diego Alves no lance do 2º golo do Barça marcado por Messi. Com os seus colegas todos balanceados no ataque à procura do golo do empate, no mínimo Diego Alves deveria estar a meio do seu meio campo e não dentro da sua grande área. Caso estivesse onde devia, teria controlado a profundidade e muito provavelmente teria evitado o golo de Messi ,ainda de que nada valesse em termos pontuais, dado que o jogo iria terminar da mesma maneira, ou seja, com a derrota do Valência. 

16 de abr de 2015

David Luiz e os talentosos

Após a exibição medíocre que David Luiz protagonizou frente ao Barcelona, foram várias as criticas direccionadas ao central brasileiro. Glenn Hoddle, antigo selecionador inglês, foi corrosivo na sua avaliação e comparou David Luiz a uma criança de 8 anos. Verdade seja dita, há crianças de 8 anos que já sabem, que se forem o ultimo jogador (sem contar com o guarda-redes)  da sua equipa, entre a bola e a baliza, devem recuar uns metros, fazendo contenção, à espera que um colega de equipa chegue, e só nas imediações da grande área devem sair ao portador da bola. 

Glenn Hoddle diz ainda que "Ele (David Luiz) gosta de jogar como se estivesse no recreio onde o jogo não tem forma. Ele é talentoso mas não é isso que faz um futebolista de topo". Vários são os futebolistas que encaixavam que nem uma luva neste lote "talentosos sim, de topo não". Jogadores que apesar de terem muita qualidade técnica e de serem muito bons fisicamente, não conseguem ser de topo porque lhes falta inteligência. 

Um dos exemplos mais claros para se perceber (ou não) esta temática é Ricardo Quaresma. Apesar de ser um jogador extremamente talentoso, nunca se conseguiu afirmar num grande campeonato, mesmo tendo tido oportunidade de jogar em Inglaterra, Itália e Espanha. Não o conseguiu porque nunca foi capaz de colocar a sua qualidade técnica ao dispor do coletivo, associando-a à tomada de decisão e à inteligência. Nunca foi capaz de se relacionar com os colegas dentro de campo porque sempre jogou um futebol de recreio e não um futebol pensado. 

Embora David Luiz, Quaresma entre outros, tenham muita qualidade técnica, sejam dos mais talentosos que há nas suas respectivas posições, jamais estarão ao nível de jogadores que conseguiram associar a sua qualidade técnica e física à inteligência. 






11 de abr de 2015

O Rayo de Paco Jémez


Independentemente da qualidade dos executantes (jogadores), são as ideias do treinador que determinam, se num dado momento do jogo, a equipa, é ou não competente, colectivamente falando. Não se entenda por competência o número de golos marcados, isto do ponto de vista ofensivo, porque isso já não depende das ideias do treinador mas sim da qualidade individual dos jogadores. A fase de construção, é na minha opinião, o momento do jogo ofensivo em que o treinador tem mais responsabilidades, isto porque, quando passamos para uma fase de criar oportunidades de golo, já é a criatividade dos jogadores o factor que mais influência tem.

Posto isto, Paco Jémez apresenta o seu Rayo. Sempre fiel aos seus princípios de jogo, independentemente do adversário que enfrenta, o Rayo é uma equipa com mentalidade de grande. Futebol de posse, de construção apoiada, de qualidade na circulação de bola são algumas das marcas da equipa de Paco Jémez. Embora apresente algumas debilidades defensivas, é de louvar que uma equipa com a qualidade individual do Rayo, apresente um futebol deste nível. Para terminar, um desejo, ver Paco Jémez numa equipa com qualidade individual igual à qualidade das suas ideias ofensivas.

(a bola entrou no jogador perto do arbitro)



31 de mar de 2015

O melhor treinador é aquele que ganha

É muito frequente ler frases como a do titulo. Julgar o treinador com base nos resultados da sua equipa é uma situação bem frequente mas peca por ser bastante redutora. O treinador, assim como qualquer funcionário de um Clube, deve ser avaliado com base no sucesso ou insucesso das situações que são da SUA responsabilidade. É aqui que reside o grande problema quando se avalia um treinador, ou seja, o que é responsabilidade do treinador? 

Muitos são os adeptos que avaliam um treinador com base no resultado final ou no nº de troféus ganhos no final da época, mas esquecem-se de tudo o que contribui para esse desfecho. Um treinador pode ser o mais competente durante a semana de treinos, durante os 90 minutos e o resultado ser uma derrota por 3x0 frente a um treinador que durante a semana não preparou a equipa da melhor maneira. Confuso? 

Exemplo: O treinador da equipa A, sabendo que o adversário que ia encontrar na próxima jornada deixa muito espaço entre a linha defensiva e a linha média, preparou a sua equipa para que os médios recebessem a bola nesse espaço e a partir daí, enquadrarem e criarem situações de finalização. A semana de treinos correu na perfeição e os comportamentos que o treinador queria ver no jogo estavam assimilados pelos jogadores. Começou o jogo. Os lances em que a bola entrou entre a linha média e a linha defensiva foram mais de 10, mas infelizmente para o treinador da equipa A, o ultimo passe saiu quase sempre com mais velocidade do que o ideal e nas poucas situações em que o passe foi bem executado e a bola entrou num dos avançados, a receção foi mal feita e o lance terminou sem perigo. Ao minuto 90, ainda com 0x0 no marcador, um dos defesas da equipa A, ao movimentar-se de modo a controlar a profundidade nas suas costas escorrega e permite ao avançado da equipa B fazer o golo e dar a vitória à sua equipa. 

Que conclusão podemos retirar? É que o treinador da equipa B é mais competente do que o treinador da equipa A, apenas porque no final do jogo a vitória sorriu à sua equipa? Obviamente que não. Foi o treinador da equipa A que melhor preparou a sua equipa, foi a sua equipa a mais organizada em campo, quer no momento defensivo como no momento ofensivo. O treinador pode e deve ser julgado sim, mas pelos comportamentos que a equipa apresenta que são da sua responsabilidade. A equipa defende de forma compacta ou deixa espaço entre sectores? Sabem controlar a largura e profundidade? A atacar, é cada um por si ou há várias linhas de passe ao portador da bola? Terminam as jogadas todas com cruzamentos ou procuram circular a bola até criar condições para penetrar pelo corredor central? É nisto que o treinador tem influência e é com base nisto que deve ser julgado. 

É impossível avaliar correctamente o trabalho de um treinador com base no resultado final ou no nº de troféus ganhos isto porque nem todos os treinadores estão inseridos no mesmo contexto. A qualidade individual das equipas, a sorte, os árbitros, o estado do relvado etc são factores que contribuem e de que maneira para o desfecho de um jogo ou de uma época pelo que julgar o treinador com base no resultado final é demasiado redutor. Pode um treinador, sem nunca ter ganho nada, ser melhor treinador do que um que já venceu uma Champions? Obviamente que pode, e o futebol está cheio de exemplos desses. 







29 de mar de 2015

Thierry Henry

Quem sabe nunca esquece! Mesmo num jogo a brincar, Henry a mostrar como se resolve uma situação de superioridade numérica, neste caso, 3x2. Além de fixar o defesa ainda lhe trocou os olhos


20 de mar de 2015

«Provámos que sabemos jogar em ataque continuado» Sérgio Conceição

Oh Sérgio, desculpa lá a frontalidade mas tu vês mal não vês? Então tu achas, que o que a tua equipa fez durante os 90 minutos prova que sabem jogar em ataque continuado? Mas o que é que tu viste que te leva a concluir isso?! Custa-me a acreditar que não tenhas visto os teus jogadores a terminarem quase todos os lances ofensivos com cruzamentos, cruzamentos esses que não eram de todo a melhor opção visto que na área as condições eram de inferioridade numérica. 

Como é que é possível afirmares que sabem jogar em ataque continuado quando não conseguem fazer uma jogada que desorganize o adversário? Sinceramente oh Sérgio! Então tu vês 90 minutos como os de hoje e ainda tens a lata de vir dizer tamanha barbaridade? Não conseguiram nunca jogar por dentro com qualidade, salvo raras excepções em que um jogador pegou na bola e foi por ali fora. Nunca obrigaram o adversário a bascular para um lado para depois entrar pelo outro. Nunca conseguiram deixar jogadores enquadrados com a ultima linha da Académica. 

Olha lá, então tu, para justificares que sabem jogar em ataque continuado e que mereciam ganhar o jogo, dizes que o Braga fez 50 ataques? Mas o que é que uma coisa tem a ver com a outra?!  A qualidade é que importa, não é a quantidade. Ai Sérgio Sérgio.

Para terminar a tua bela análise, ainda vens afirmar de peito aberto, que o Braga vai estar na final da Taça de Portugal, Acho que não o devias ter feito. Em primeiro lugar porque estás a desvalorizar e a dar motivação ao teu adversário, e em segundo lugar porque com o futebol que a tua equipa pratica, nem que o adversário fosse da 2ª divisão era certo que o Braga passasse a eliminatória. 

18 de mar de 2015

Dá gosto ver, não é Guardiola?

Com executantes destes tudo é possível, tudo parece fácil. Incrível a facilidade com que os jogadores do Barça apareceram enquadrados com a linha defensiva do adversário e a partir daí criaram situações claras para finalizar. Muito difícil para qualquer equipa parar tantos jogadores com tanta qualidade técnica, inteligência e criatividade se estes estiveram num dia inspirado. Seja na defesa, no meio campo ou no ataque, é absolutamente incrível a facilidade com que os jogadores do Barça saem da pressão adversária com critério e qualidade. 

Ainda mais incrível é a quantidade de vezes que Messi consegue deixar os colegas na cara do guarda-redes adversário. Progredi, temporiza, solta e lá está um colega na cara do guarda-redes da equipa adversária. Faz o que quer, quando quer e como quer. E dá cuecas! 




P.S- Que exibição monstruosa de Joe Hart!


2 de mar de 2015

Jackson Martinez

Jackson Martinez é sinonimo de golos mas é muito mais que isso como ficou mais uma vez provado ontem no Dragão. O colombiano é qualidade a servir como apoio quando baixa uns metros no terreno, é qualidade quando explora o espaço nas costas da linha defensiva adversária, é qualidade quando do nada inventa um lance com um toque artístico. No fundo, Jackson Martinez  é top mundial porque não joga apenas um momento do jogo, joga-os todos, e todos com grande qualidade. 

28 de fev de 2015

Kagawa


Algures no Verão..

Van Gaal- Muito obrigado por teres vindo ao meu gabinete Kagawa.

Kagawa- De nada mister. O que deseja?

VG- Queria te fazer umas perguntas para saber se posso contar contigo para fazeres parte do plantel desta época.

SK- Que perguntas mister?

VG- Olha, a primeira pode ser quantos km consegues fazer por jogo?

SK- Não sei mister.. mas consigo fazer a bola correr vários através de passes de rutura.

VG- Humm ok. Então e quantos adversários consegues fintar?

SK- Também não sei mister.. Mas sou criativo e com um simples passe deixo vários adversários fora do lance.

VG- Humm acho que já tenho a informação necessária para me decidir.

SK- Então? Fico no plantel?

VG- Não. Prefiro comprar o Di Maria para o juntar ao Young e ao Valência. Tu e o Nani, vão embora.



(ângulo diferente)

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