24 de nov de 2015

Muito mais Sporting do que Benfica, muito mais Jesus que Rui Vitória


Quantos mais jogos entre ambos, maior a certeza de que o Sporting é muito, mas muito mais equipa que o Benfica. Mérito total para o seu treinador (ou será para a estrutura do Sporting?!). O salto qualitativo que o Sporting deu é enorme. O que antes era raro acontecer, agora acontece quase sempre. Uma equipa organizada em todos os momentos do jogo, apesar de ainda ter muito para evoluir como é natural que aconteça nesta fase da época. Muito difícil encontrar situações em que o portador da bola não tenha várias opções de passe; Muito difícil encontrar os jogadores do Sporting em inferioridade numérica, seja a atacar ou a defender. Muito difícil encontrar lances em que os jogadores do Sporting não reajam de forma agressiva à perda de bola. Em tudo o que é colectivo, este Sporting é claramente superior ao Benfica. 

 

                            
Maior proximidade a defender, maior facilidade em sair da pressão de forma apoiada




23 de nov de 2015

Ewerton, o melhor central do campeonato

Bem fisicamente, é na minha opinião, o melhor central do campeonato. O único capaz de apresentar qualidade em todos os momentos do jogo. Importante na fase de construção pela qualidade com que conduz e passa. Importante nos momentos de transição ofensiva porque não se limita a cortar a bola, preocupa-se em entrega-la jogável a um colega.

19 de nov de 2015

Lopetegui: O homem que escreve torto por linhas direitas

«Não acredito em estilos definitivos. Somos uma equipa que deseja ter muita posse de bola porque acreditamos que assim atacamos e defendemos melhor. Isso não significa que vamos desperdiçar os espaços para fazer uma transição rápida. Às vezes um passe longo, para a frente, é o melhor». 
Pergunta: Como é que um treinador, que tem noção de que sua equipa será mais forte quanto melhor souber jogar o que o jogo dá, pode ser tão obcecado com as variações de flanco, mesmo quando há condições para jogar pelo corredor central, no espaço entre linhas?

Respostas:

a) Tem um transtorno compulsivo-obsessivo por linhas laterais 

b) Criar exercícios para trabalhar o jogo entre linhas dá muito trabalho e depois não tem tempo para ver a sua novela espanhola preferida

c) É o treinador "mais do contra" do Mundo. Isto é, como sabe que deve jogar o que o jogo dá, trabalha para que o contrário aconteça

É votar pessoal


9 de nov de 2015

Espaço entre-linhas: Islam Slimani


Quando um treinador opta por jogadores com dificuldades óbvias na receção, é natural que apesar das linhas de passe estarem todas onde devem, que a falta de qualidade técnica dos executantes resulte em várias perdas de bola. Se em vez de jogadores com criatividade, o treinador optar por outro jogadores porque estes são mais fortes fisicamente, é natural que contra equipas que actuam num bloco compacto, a equipa tenha dificuldade em desorganizar o adversário e criar situações de finalização.

Até que ponto vale a pena pedir a Slimani que participe no processo de construção/criação? Sinceramente não consigo vislumbrar os benefícios da sua participação neste momento do jogo. Juntar Slimani e Teo no ataque e querer jogar por dentro contra equipas que dão pouco espaço é um contra senso. Nos espaços reduzidos, os melhores serão sempre os mais criativos, os mais rápidos a pensar e executar, os melhores tecnicamente. Infelizmente para a qualidade de jogo do Sporting, nem Teo nem Slimani o são.
Passes simples, sem estar a ser pressionado, mas comete erros técnicos na mesma. Adrien recupera a bola mas o lance tem que começar novamente 

Sem pressão, erra novamente. Isto não se vê apenas duas ou três vezes por jogo.

O que é que a equipa ganha como passes como o 1º? Nada. Havendo espaço para tal, deve enquadrar e conduzir, mas lá está, sem técnica é difícil. 

Um passe entre linhas um, 1º toque bem feito e jogador enquadrado com a linha defensiva adversária. Era isto que podia acontecer várias vezes se no lugar do Teo e Slimani jogassem jogadores fortes no passe, em espaços curtos, criativos, etc. 

6 de nov de 2015

O Valência de NES: O homem que se sente só

Difícil a vida de Nuno Espírito Santo no comando técnico do Valência. Sente-se um homem só, sem o apoio de ninguém. O sentimento de incompreensão invade-lhe a alma a cada jogo que passa. Os adeptos assobiam-no e ele não entende o motivo...


1 de nov de 2015

A agradável surpresa do Estoril de Fabiano Soares

À imagem do que sucedeu contra o Benfica e Porto, o Estoril apresentou em Alvalade uma organização defensiva bastante agradável. A linha defensiva subida e os sectores proximos tornaram o bloco muito compacto criando muitas dificuldades ao Sporting quando a intenção era jogar por dentro. 


Dado o adversário que o Estoril enfrentou, ainda por cima em Alvalade, o conteúdo do post é apenas centrado no que foi a organização defensiva do Estoril. Num dos próximos jogos, em que o Estoril passe mais tempo em organização ofensiva, fica prometido um post mais direcionado para esse momento do jogo. 
© Domínio Táctico 2012 | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis