As imagens que vão ver representam aquilo que o futebol tem de melhor: a amizade entre rivais. Obi Mikel e Matic demonstraram durante os 90 minutos o que verdadeiramente importa dentro de campo. Esqueçam as coberturas defensivas, os ajustes, a defesa zonal. Apenas a amizade importa. Muito bem Hiddink.
7 de fev de 2016
O mais importante no futebol é a amizade: O Chelsea de Hiddink
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1 de fev de 2016
Ideias de qualidade dependem do treinador, e não do escalão competitivo onde a equipa actua. Foggia, equipa da 3ª divisão italiana
"O treinador não tem culpa nenhuma. Mas tu já viste os jogadores que tem? Querias que na 2ª divisão jogassem um futebol de qualidade era?"
É sempre engraçado ler aquele tipo de comentários. Revelam sempre duas coisas sobre quem os diz: 1º, que não sabem distinguir o que é responsabilidade de um treinador do que é responsabilidade dos jogadores. E em 2º lugar, que acham que a divisão onde a equipa joga e os jogadores que tem, são um impeditivo para PELO MENOS se tentar jogar futebol.
Imagina-se o que fariam jogadores como mais qualidade, se tivessem um treinador com ideias positivas como estas em vez de terem um Hélder de Deus.
Imagina-se o que fariam jogadores como mais qualidade, se tivessem um treinador com ideias positivas como estas em vez de terem um Hélder de Deus.
Ficam aqui algumas imagens de uma equipa da 3ª divisão italiana chamada Foggia, orientada por Roberto De Zerbi.
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31 de jan de 2016
Pizzi + Jonas + Gaitan: O cérebro do Benfica
Um jogador como Jonas faz muitos estragos. Se a este se juntar um como Pizzi, mais estragos são feitos. Se a estes dois ainda se juntar um como Gaitan, RIP defesas adversárias. São infindáveis as combinações que estes três conseguem executar entre eles. Qualidade técnica, criatividade, inteligência, interpretação do jogo etc.
Gaitan conduz e dribla como ninguém. Impossível prever o que o extremo argentino irá fazer quando a bola lhe chega aos pés. A maneira como conduz a bola, de fora para dentro, procurando combinar com os colegas é uma verdadeira dor de cabeça para os defesas adversários. A cada lance demonstra doses extras de criatividade, inventando lances extraordinários.
Jonas (ainda estou para perceber como é que foi dispensado do Valência, para depois se irem gastar 30M no Negredo), no corredor central, é o cérebro do Benfica. Sempre que a bola chega a Jonas, é quase certo que a decisão será a melhor e será executada com a qualidade técnica exigida. Grande capacidade para segurar a bola e para jogar a um toque quando serve de apoio frontal. Na finalização, seja de cabeça, com o pé direito ou esquerdo, não há melhor do que Jonas em Portugal.
Pizzi, a subida de rendimento do Benfica passa muito pela inclusão de Pizzi no 11. Menos forte em condução que Gaitan mas com mais capacidade de temporização, Pizzi revela a cada jogo que passa que é uma das mais valias deste Benfica e que merece estar no Euro 2016. Qualidade no passe e visão de jogo. Capacidade para perceber quando e onde deve por a bola.
28 de jan de 2016
A importância das vitórias na criação/evolução do modelo de jogo
"Temos tendência para reter os dados que são compatíveis com as nossas convicções e as nossas ideologias, e que nos convêm" (Abravanel)
Quando um treinador procura criar/evoluir um modelo de jogo, ou seja, uma relação coletiva que ajude os jogadores a perceber e interpretar melhor as diversas situações ao longo do jogo, torna-se fundamental que os jogadores acreditem no que é feito, porque só assim vão adquirir os comportamentos que o treinador pretende. De modo a que o funcionamento colectivo de uma equipa resulte, é fundamental que os jogadores, acreditem que aquilo que estão a fazer os vai aproximar do sucesso, tanto a nível individual como colectivo.
Assim sendo, Guilherme Oliveira refere que a aprendizagem de um comportamento por parte de um jogador, será tanto melhor quanto maior for a compreensão do jogador relativamente a esse comportamento, e depois, a percepção de que o mesmo é benéfico tanto para ele como para a equipa. Quantas e quantas equipas não vimos já, piorar a qualidade do seu jogo porque os resultados não apareciam? Os índices de confiança dos próprios jogadores diminuem mas há mais: a falta de confiança no trabalho do treinador, ou seja, nas suas ideias e nos princípios de jogo que tenta incutir.
Lembro-me do caso do Villarreal o ano passado. A certa altura da época, e mesmo praticando um futebol de qualidade, com princípios ofensivos bons, as vitórias não apareciam. Por um motivo ou por outro, a qualidade apresentada em campo não se traduzia no marcador. Isto levou a que os jogadores começassem a perder a convicção nas ideias do seu treinador. Ao fim de alguns jogos consecutivos sem ganharem, o Villarreal parecia outra equipa. A qualidade exibicional baixou bastante porque os comportamentos que os jogadores demonstravam em campo já não iam ao encontro do que o treinador idealiza. Deixou de haver, por parte dos jogadores, convicção no trabalho do seu treinador.
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22 de jan de 2016
Esqueçam o modelo de jogo, a tomada de decisão etc. Esqueçam tudo porque o segredo está no treino de força
"Os juniores do Sporting igualaram hoje a melhor sequência de sempre do escalão: 16 vitórias consecutivas. Ao que parece, o programa de treino de Força / Musculação que começou a ser implementado há poucos anos pela academia do Sporting em Alcochete , começa já a dar os seus frutos! Repare-se, nesta foto, na compleição física e porte atlético/muscular evidenciados pelos atletas. Fundamentalmente, dos que se encontram em tronco nu, aquele que está mais à esquerda e o que está ao centro."
Não importa o modelo de jogo do treinador, nem tão pouco as características técnicas e táticas dos jogadores. É a força muscular que ganha os jogos. E foram 16! Andam os treinadores a perder tempo a melhorar os comportamentos colectivos da suas equipas quando o segredo está em meter os jogadores a levantar ferro. Se ao treino de força ainda juntarem umas corridinhas no mato, ui, é para chegar às trinta e duas vitórias seguidas.
14 de jan de 2016
Tomada de decisão: contexto ou posição?
Um lance que traduz na perfeição as palavras do Nuno do fantástico blog EntreDez
Para muita gente, um lateral deve ter tarefas como subir pela faixa, cruzar, dobrar os centrais, etc. Não concordo com esta visão redutora da coisa. Um lateral, como outro jogador qualquer, tem por missão ocupar a sua posição e tomar a melhor decisão a cada momento. As suas tarefas são, pois, coisas gerais, que se pedem a todos os jogadores. A diferença está no facto de o seu espaço de acção não ser o mesmo. Assim, é a posição em relação aos colegas que é diferente. E é, portanto, o espaço geográfico que deve ocupar que determina o seu comportamento e não o contrário
Não se trata de criticar o jogador em questão (que até aprecio bastante) mas sim as pessoas que ainda acham que um jogador deve decidir em função da posição que ocupa em campo e não em função do contexto que se verifica no momento em que tem que tomar uma decisão, seja ela com ou sem bola. No lance em questão, e apesar do portador da bola ser um lateral, a decisão mais indicada, que aproximava mais a equipa do sucesso em função do contexto, seria conduzir a bola em direção ao corredor central ou passa-la para o jogador que se encontrava no corredor central, com possibilidades de enquadrar para a linha defensiva do Liverpool. O lance até termina em golo, mesmo depois de Bellerin ter reduzido as hipóteses de sucesso, mas isso pouco importa para o tema em questão. O que realmente importa é perceber que o jogo é demasiado aleatório para que um jogador tenha que decidir apenas em função da posição que ocupa em campo.
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8 de jan de 2016
Messi e Neymar: talento e simplicidade
Descomplicar através da simplicidade, penso que seja a melhor frase para caracterizar a relação de Messi e Neymar dentro de campo. A maneira como se entendem, como percebem os movimentos um do outro faz com que resolvam, sozinhos, vários lances (e jogos), que à partida pareciam mais complicados. Entendem-se de tal maneira que parece que jogam juntos há muitos e muitos anos. Mostram em campo que confiam no talento um do outro, que procuram a ajuda um do outro. Dá gosto ver a forma como combinam, como colocam a qualidade técnica e a criatividade ao dispor um do outro. Sozinhos, dão cabo de qualquer defesa. Conduzem, fixam, soltam, movimentam-se. Mostram jogo após jogo, que no futebol, a simplicidade é o melhor caminho.
3 de jan de 2016
Adrien e a influência do modelo de jogo
Apesar de se notarem mais dificuldades no seu futebol contra equipas mais recuadas e que dão menos espaço, Adrien é agora mais jogador do que era há 6 meses, do que era há 2 meses. Sem bola, as diferenças são óbvias. Mais conhecimento do jogo, maior capacidade de perceber quando e onde deve estar. Percebe o contexto (bola, colegas, baliza), e ajusta em função dele. Com bola, o facto de estar inserido num modelo de jogo com maior qualidade, ou seja, mais linhas de passe, mais apoios próximos, mais mobilidade e variedade de movimentos, permite-lhe ter pela frente situações de menor complexidade e com isso melhorar o seu rendimento em campo. Apesar de não ser um médio criativo, as suas decisões melhoram à medida que o Sporting se aproxima do modelo de jogo que o seu treinador pretende. Goste-se ou não do tipo de médio que Adrien é, (e para mim há melhor que ele no Sporting), aceite-se ou não a opção de Jorge Jesus em fazer de Adrien o seu 8 titular, uma coisa é certa: Adrien é um jogador diferente graças ao seu treinador.
Não se pode afirmar que Jorge Jesus transformou Adrien num jogador mais criativo ou com uma tomada de decisão acima da média, o que se pode e deve afirmar, é que o maior rendimento de Adrien está diretamente relacionado com o modelo de jogo do seu treinador.
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| Num modelo de jogo com mais dinâmica, com mais mobilidade, com mais opções de passe próximas, as debilidades de muitos jogadores ficam disfarçadas. |
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18 de dez de 2015
O Mourinho que todos queremos voltar a ver
Que voltes a ser o treinador que devias ter sido sempre
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Proximidade entre jogadores, combinações, mobilidade, futebol apoiado
13 de dez de 2015
O "dar nas vistas" de Djuricic
Independentemente da maneira como foi obtido o golo, do passe, da receção, etc, Djuricic mostrou o tipo de jogador que é. Alguém que pensa primeiro no colectivo e só depois nele. Alguém que percebe que uma assistência vale tanto como um golo. O Djuricic quase não tem jogado, factor esse que podia ter influenciado a sua decisão. A maioria dos jogadores, caso tivessem na situação dele, não iam perder aquela oportunidade para fazer golo e "dar nas vistas".
6 de dez de 2015
As dificuldades do Sporting de Jorge Jesus
Há uns dias, comentava o seguinte,num post sobre o Sporting:
As dificuldades em criar situações claras de golo contra equipas muito fechadas são facilmente perceptíveis. Na minha opinião, estas devem-se a:
1) Extremos com pouca capacidade para desequilibrar em condução. Nem João Mário nem Ruiz tem como principal característica o facto de serem fortes no 1x1. Havendo muitos jogadores adversários atrás da linha da bola, e tendo em conta o modelo de jogo do JJ (muito importante dado que se fosse um modelo mais "paciente", com mais circulação antes de tentar penetrações, talvez não fosse tão preciso este tipo de extremos que referi) é necessário que alguns jogadores tenham capacidade para "bater" o seu marcador directo e ir embora, obrigado o adversário a ajustar e com isso abrir espaços para penetrar
2) Falta de criatividade do nº 8. Adrien não é um médio criativo nem forte em condução. Não consegue quebrar linhas e com isso obrigar a desajustes defensivos.
3) Falta de qualidade dos habituais avançados titulares, no que diz respeito jogo interior. Contra adversários muito recuados, com pouco espaço entre linhas, é fundamental que os avançados (que no modelo do JJ baixam muito para servir de apoio) tenham qualidade técnica para receber e passar mas também para conduzir, caso haja espaço para enquadrar.
Num modelo de jogo como o de Jorge Jesus, ou seja, um modelo mais vertical do que paciente, torna-se fundamental ter jogadores com as características referidas. Ontem, apesar de terem jogado 2 avançados mais fortes na receção e no passe e um extremo mais forte no 1x1, o Sporting voltou a ter muitas dificuldades em desorganizar o adversário (jogo marcado por muitos erros individuais). Há comportamentos bem definidos, mas faltam os tais "rasgos" individuais que o modelo de Jesus tanto necessita. Nota-se a cada jogo que passa, a falta que fazem os desequilíbrios causados pela condução de bola, seja dos extremos ou do nº 8.
Fazem muita falta este tipo de lances. Lances em que o portador da bola, em condução, consegue bater a contenção e com isso obrigar a linha defensiva a ajustar. São este tipo de lances, no modelo de Jesus que causam dúvida nos jogadores adversários (quem sai ao portador agora?; Quem ajusta? ). Este tipo de ações individuais são determinantes para o sucesso ofensivo do modelo de Jesus. Sem elas, o Sporting mostra grande incapacidade em criar situações claras de golo, que não sejam através de cruzamentos, apesar de por vezes acontecerem lances como este, em que com passe e movimentação se criou uma situação clara de golo
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