29 de mar de 2016

Inglaterra vs Holanda: Análise ao lance do golo de Vardy

Apesar de ter sido muito muito bem construído (procura do corredor central; temporização) pelos jogadores ingleses, o lance do golo revela uma fragilidade defensiva bastante visível por parte dos holandeses. 


14 de mar de 2016

Tomada de decisão: a diferença entre decorar ou compreender o jogo

Alguns lances em que o que está em discussão não é a qualidade dos intervenientes mas sim o tipo de decisão. Algumas transições em que o portador da bola, com espaço para conduzir, opta pela passe. Outras em que opta por conduzir. Modric opta bem, João Mário opta mal. Messi opta bem por conduzir. Iniesta opta bem por passar em vez de conduzir. E porque? É fácil de explicar, e de perceber, com base na explicação, porque é que é fundamental que os jogadores compreendam o jogo em vez de o decorarem. 

Passe do Modric - Apesar de ter espaço para conduzir a bola, percebe de imediato que Ronaldo se encontra perto da linha defensiva adversária, e que com um passe para a profundidade, elimina toda a linha defensiva adversária, deixando Ronaldo na cara do GR. É a decisão que aproxima mais a equipa do sucesso, em função do contexto que se verificava (movimento do Ronaldo, altura da linha defensiva, proximidade de Ronaldo para a linha defensiva). Antes do passe estavam 4 adversários à frente da linha da bola, depois do passe, nenhum. 
Passe do João Mário - Com espaço para conduzir, opta por realizar um passe que não oferece nada à equipa. Um passe que não acrescentou nada de positivo ao ataque do Sporting uma vez que além de retirar a bola do corredor central, não eliminou nenhum adversário do lance. Nesta situação, impunha-se a João Mário que conduzisse a bola, aproveitando o espaço dado pela linha defensiva do Benfica que baixava para controlar a profundidade, para posteriormente, se estivessem reunidas as condições ideais (entrada de algum colega em rutura para bater a linha defensiva), soltar a bola .

Com espaço conduziu a bola, fixou os adversários e isolou o colega
Com espaço para conduzir, passou e isolou o colega
Então o que é que se deve dizer aos jogadores, e aqui falo principalmente ao nível da formação, para fazerem neste tipo de situações em que há espaço para conduzir? A resposta é: não devemos dizer o que fazer. Não devemos dizer o que fazer porque o nosso objetivo não é que o jogador decore um conjunto de soluções, mas sim que ganhe capacidade de perceber a decisão que deve tomar em função do contexto que se verifica. Devemos ajudá-lo a perceber qual a melhor maneira de resolver cada problema porque apesar de muitos lances aparentarem serem iguais, há particularidades que os distinguem e que influenciam a decisão.


24 de fev de 2016

A obsessão de Guardiola: querer sempre mais e melhores maneiras de ganhar


Quando pensamos que mais nada nos pode surpreender em Guardiola.. Incrível a maneira como procura encontrar novas formas de dominar e controlar o adversário durante o máximo de tempo possível. 
Na ambição em querer marcar sempre, na qualidade dos processos ofensivos, na qualidade do posicionamento, é o melhor treinador da história. Também em transição defensiva Lateral Esquerdo

Heat map dos centrais do Bayern no jogo de ontem. Atenção que o ataque é da direita para a esquerda!!!!

Enquanto alguns deliravam com a organização defensiva da Juve...

22 de fev de 2016

O Real de Zidane e de Kroos

                               
O Real de Zidane, que de Zidane não tem nada. Uma equipa sem ideias, sem dinâmica e criatividade colectiva. Uma equipa com uma transição defensiva péssima e uma organização ofensiva que se resume à qualidade individual dos seus executantes. A bola circula de um lado ao outro e bem, mas com o objetivo errado. Em vez de obrigar o adversário a bascular para com isso abrir espaço para penetrar por dentro, o Real circula a bola em largura para cruzar. Se não dá de um lado, vai se ao outro e cruza-se. Em transição ofensiva, estica-se na frente, estejam ou não reunidas as condições para tal. Basta alguém fazer um movimento a pedir a bola na profundidade e lá vai ela. 

Kroos. Muita dificuldade em jogar dentro do bloco adversário. Dificuldades em perceber quando tem que conduzir a bola. Muita lentidão na movimentação para oferecer linhas de passe ao portador da bola. Pouca criatividade. 

 
 
Grande Kroos, a indicar ao colega para onde passar. E depois, ainda melhor, a ficar parado enquanto Isco tem de ir de um lado ao outro dar cobertura
Sim Kroos, n vale a pena correres antes da bola chegar aos pés do adversário.
Outros 2 que de inteligentes não têm nada, Marcelo, meio ano para reagir à perda de bola. Ramos, a fugir da zona da bola, mais preocupado com o jogador do que com a baliza.
A facilidade com que se joga dentro do bloco do Real. A linha defensiva a não subir em situação de remate. Mais um pouco e o S.Ramos estava ao colo do Navas. 
Já na 1ª parte houve uma situação igual, que só não deu um lance de perigo porque o jogador do Malaga não colocou a bola na área, coisa que aconteceu neste lance. Palavras para quê?

 Isso Kroos. Corta a linha de passe do adversário para o arbitro. Contenção entre a bola e a baliza é coisa de menino

Classe de Modric a retirar a bola da zona de pressão. Depois Marcelo...

Jogar com o Isco a falso 9 e ser este o movimento mais visto é absurdo. 

15 de fev de 2016

Neymar, Messi e as virgens ofendidas

Ninguém olha da mesma maneira para o futebol, e aceitando todas as opiniões e gostos, há coisas que me são completamente difíceis de entender. A tendência para apenas olharmos para o lado negativo de um lance que acontece em campo é típico da mentalidade portuguesa no que diz respeito ao futebol. Vê-se um penalti como o de Messi, e a 1ª coisa que se diz é que é uma falta de respeito pelo adversário, é humilhação, é vergonhoso. Vê-se este lance de Neymar, frente ao Athletic, e as afirmações são as mesmas. 


Elogia-se e delira-se com equipas que ganham sem sequer tentarem jogador futebol, e criticam-se jogadores que além de ajudarem a sua equipa a ganhar, ainda tornam aqueles 90 minutos mais divertidos, mais animados, mais bonitos. Elogiam-se equipas que ganham com base no trabalho sem bola que fazem em campo, com base na agressividade com que disputam os lances, com base em bolas divididas mas criticam-se jogadores como Neymar por dar cuecas, cabritos e mais não sei o quê, que é uma delicia de se ver. 


Delira-se com entradas duras e correrias loucas porque isso mostra garra, vontade, paixão, mas criticam-se lances que levantam um estádio, que fazem do futebol um espectáculo agradável de se ver. 


7 de fev de 2016

O mais importante no futebol é a amizade: O Chelsea de Hiddink

As imagens que vão ver representam aquilo que o futebol tem de melhor: a amizade entre rivais. Obi Mikel e Matic demonstraram durante os 90 minutos o que verdadeiramente importa dentro de campo. Esqueçam as coberturas defensivas, os ajustes, a defesa zonal. Apenas a amizade importa. Muito bem Hiddink.



© Domínio Táctico 2012 | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis