14 de abr de 2016

Lahm: O pequeno génio alemão. Inteligência + interpretação do jogo

Aos 32 anos é ainda dos melhores laterais do Mundo. Não o é devido à sua extraordinária capacidade física como se julga ser fundamental que um lateral tenha. Não o é devido às correrias loucas "para cima e para baixo" que se julga que um lateral tem que fazer. É do melhor que há porque sabe sempre o que o jogo pede. É do melhor que há porque a cada lance percebe o que a equipa precisa, percebe aquilo que a aproxima mais do sucesso. Se é preciso uma linha de passe fora, Lahm dá. Se for preciso ocupar o espaço interior atrás da linha média adversária, Lahm ocupa. Se o lance pede que se temporize à espera de uma movimentação de um colega, Lahm temporiza. Se o lance pede um movimento de rutura, Lahm oferece. Critério fabuloso. Conhecimento do jogo em toda a sua plenitude. 

Vai, não entrou a bola, volta. Dá linha de passe dentro quando a bola entra no extremo com um excelente movimento de rutura
Olha, percebe o que o rodeia, entrega na melhor opção, para que Thiago possa explorar o movimento contrário ao da profundidade
Bola no extremo, opção de passe dentro. No timing certo, inicia o movimento de rutura
Bola no extremo, Lahm dentro. Extremo flete para dentro, Lahm perfeito a temporizar o movimento de rutura, evitando o fora de jogo, para depois sim ser servido por Douglas
Portador da bola com espaço para colocar a bola nas costas da linha defensiva, Lahm inicia movimento de rutura e recebe nas costas da linha defensiva do Benfica




29 de mar de 2016

Inglaterra vs Holanda: Análise ao lance do golo de Vardy

Apesar de ter sido muito muito bem construído (procura do corredor central; temporização) pelos jogadores ingleses, o lance do golo revela uma fragilidade defensiva bastante visível por parte dos holandeses. 


14 de mar de 2016

Tomada de decisão: a diferença entre decorar ou compreender o jogo

Alguns lances em que o que está em discussão não é a qualidade dos intervenientes mas sim o tipo de decisão. Algumas transições em que o portador da bola, com espaço para conduzir, opta pela passe. Outras em que opta por conduzir. Modric opta bem, João Mário opta mal. Messi opta bem por conduzir. Iniesta opta bem por passar em vez de conduzir. E porque? É fácil de explicar, e de perceber, com base na explicação, porque é que é fundamental que os jogadores compreendam o jogo em vez de o decorarem. 

Passe do Modric - Apesar de ter espaço para conduzir a bola, percebe de imediato que Ronaldo se encontra perto da linha defensiva adversária, e que com um passe para a profundidade, elimina toda a linha defensiva adversária, deixando Ronaldo na cara do GR. É a decisão que aproxima mais a equipa do sucesso, em função do contexto que se verificava (movimento do Ronaldo, altura da linha defensiva, proximidade de Ronaldo para a linha defensiva). Antes do passe estavam 4 adversários à frente da linha da bola, depois do passe, nenhum. 
Passe do João Mário - Com espaço para conduzir, opta por realizar um passe que não oferece nada à equipa. Um passe que não acrescentou nada de positivo ao ataque do Sporting uma vez que além de retirar a bola do corredor central, não eliminou nenhum adversário do lance. Nesta situação, impunha-se a João Mário que conduzisse a bola, aproveitando o espaço dado pela linha defensiva do Benfica que baixava para controlar a profundidade, para posteriormente, se estivessem reunidas as condições ideais (entrada de algum colega em rutura para bater a linha defensiva), soltar a bola .

Com espaço conduziu a bola, fixou os adversários e isolou o colega
Com espaço para conduzir, passou e isolou o colega
Então o que é que se deve dizer aos jogadores, e aqui falo principalmente ao nível da formação, para fazerem neste tipo de situações em que há espaço para conduzir? A resposta é: não devemos dizer o que fazer. Não devemos dizer o que fazer porque o nosso objetivo não é que o jogador decore um conjunto de soluções, mas sim que ganhe capacidade de perceber a decisão que deve tomar em função do contexto que se verifica. Devemos ajudá-lo a perceber qual a melhor maneira de resolver cada problema porque apesar de muitos lances aparentarem serem iguais, há particularidades que os distinguem e que influenciam a decisão.


24 de fev de 2016

A obsessão de Guardiola: querer sempre mais e melhores maneiras de ganhar


Quando pensamos que mais nada nos pode surpreender em Guardiola.. Incrível a maneira como procura encontrar novas formas de dominar e controlar o adversário durante o máximo de tempo possível. 
Na ambição em querer marcar sempre, na qualidade dos processos ofensivos, na qualidade do posicionamento, é o melhor treinador da história. Também em transição defensiva Lateral Esquerdo

Heat map dos centrais do Bayern no jogo de ontem. Atenção que o ataque é da direita para a esquerda!!!!

Enquanto alguns deliravam com a organização defensiva da Juve...

22 de fev de 2016

O Real de Zidane e de Kroos

                               
O Real de Zidane, que de Zidane não tem nada. Uma equipa sem ideias, sem dinâmica e criatividade colectiva. Uma equipa com uma transição defensiva péssima e uma organização ofensiva que se resume à qualidade individual dos seus executantes. A bola circula de um lado ao outro e bem, mas com o objetivo errado. Em vez de obrigar o adversário a bascular para com isso abrir espaço para penetrar por dentro, o Real circula a bola em largura para cruzar. Se não dá de um lado, vai se ao outro e cruza-se. Em transição ofensiva, estica-se na frente, estejam ou não reunidas as condições para tal. Basta alguém fazer um movimento a pedir a bola na profundidade e lá vai ela. 

Kroos. Muita dificuldade em jogar dentro do bloco adversário. Dificuldades em perceber quando tem que conduzir a bola. Muita lentidão na movimentação para oferecer linhas de passe ao portador da bola. Pouca criatividade. 

 
 
Grande Kroos, a indicar ao colega para onde passar. E depois, ainda melhor, a ficar parado enquanto Isco tem de ir de um lado ao outro dar cobertura
Sim Kroos, n vale a pena correres antes da bola chegar aos pés do adversário.
Outros 2 que de inteligentes não têm nada, Marcelo, meio ano para reagir à perda de bola. Ramos, a fugir da zona da bola, mais preocupado com o jogador do que com a baliza.
A facilidade com que se joga dentro do bloco do Real. A linha defensiva a não subir em situação de remate. Mais um pouco e o S.Ramos estava ao colo do Navas. 
Já na 1ª parte houve uma situação igual, que só não deu um lance de perigo porque o jogador do Malaga não colocou a bola na área, coisa que aconteceu neste lance. Palavras para quê?

 Isso Kroos. Corta a linha de passe do adversário para o arbitro. Contenção entre a bola e a baliza é coisa de menino

Classe de Modric a retirar a bola da zona de pressão. Depois Marcelo...

Jogar com o Isco a falso 9 e ser este o movimento mais visto é absurdo. 

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