13 de jun de 2016

Alemanha estreia-se no Euro 2016. Demonstração de qualidade

Se dúvidas houvessem, fruto de alguns amigáveis menos conseguidos, a exibição no primeiro jogo no Euro 2016 tratou de as dissipar. Demonstração de qualidade por parte da selecção alemã, principalmente em 2 momentos do jogo: Organização ofensiva e transição defensiva.

Muita procura dos apoios frontais
Jogo muito bem conseguido por parte de Kroos. Sempre muito importante no aproveitamento do espaço entre-linhas, com a execução de passes verticais. 
Kroos novamente, muito forte a deixar os colegas enquadrados com a linha defensiva adversária.
Atacando próximos uns dos outros, a transição defensiva será mais eficaz pois está garantido um maior nº de jogadores perto da zona onde a bola é perdida. Agressividade e criação de superioridade numérica na zona da bola. 


Preocupação em criar superioridade numérica na zona da bola e agressividade na basculação



19 de mai de 2016

Época 16/17: titulares, reforços e comportamentos coletivos

 
  • Quais são as posições que na vossa opinião precisam mais de ser reforçadas?
  • Que jogadores contratavam para essas posições?
  • Quais os comportamentos táticos que necessitam mais de ser melhorados?
  • Qual seria o 11 titular já com os reforços?

Se quiserem responder a estas perguntas sobre o vosso clube (ou sobre os que bem entenderem) estão à vontade! Se preferirem ler e ignorar porque estão ocupados a ver a novela, amigos na mesma, mas era engraçado tentarmos perceber quais são as opiniões que reúnem mais consenso.

9 de mai de 2016

A minha equipa do ano: Nápoles de Maurizio Sarri

Qualidade acima da média em todos os momentos do jogo. Defensivamente perfeita. No controlo da profundidade, da largura, dos cruzamentos. Nos ajustes, nas coberturas. Não falha nada. Pressionam alto e agressivo, sempre de maneira organizada e colectiva. Ofensivamente, do melhor que há na Europa a explorar os apoios frontais e o corredor central. Muita dinâmica, muita mobilidade. Portador da bola sempre com várias opções de passe dentro do bloco adversário. Se há espaço, os centrais conduzem, e os médios movem-se entre-linhas para receber a bola. 


14 de abr de 2016

Lahm: O pequeno génio alemão. Inteligência + interpretação do jogo

Aos 32 anos é ainda dos melhores laterais do Mundo. Não o é devido à sua extraordinária capacidade física como se julga ser fundamental que um lateral tenha. Não o é devido às correrias loucas "para cima e para baixo" que se julga que um lateral tem que fazer. É do melhor que há porque sabe sempre o que o jogo pede. É do melhor que há porque a cada lance percebe o que a equipa precisa, percebe aquilo que a aproxima mais do sucesso. Se é preciso uma linha de passe fora, Lahm dá. Se for preciso ocupar o espaço interior atrás da linha média adversária, Lahm ocupa. Se o lance pede que se temporize à espera de uma movimentação de um colega, Lahm temporiza. Se o lance pede um movimento de rutura, Lahm oferece. Critério fabuloso. Conhecimento do jogo em toda a sua plenitude. 

Vai, não entrou a bola, volta. Dá linha de passe dentro quando a bola entra no extremo com um excelente movimento de rutura
Olha, percebe o que o rodeia, entrega na melhor opção, para que Thiago possa explorar o movimento contrário ao da profundidade
Bola no extremo, opção de passe dentro. No timing certo, inicia o movimento de rutura
Bola no extremo, Lahm dentro. Extremo flete para dentro, Lahm perfeito a temporizar o movimento de rutura, evitando o fora de jogo, para depois sim ser servido por Douglas
Portador da bola com espaço para colocar a bola nas costas da linha defensiva, Lahm inicia movimento de rutura e recebe nas costas da linha defensiva do Benfica




29 de mar de 2016

Inglaterra vs Holanda: Análise ao lance do golo de Vardy

Apesar de ter sido muito muito bem construído (procura do corredor central; temporização) pelos jogadores ingleses, o lance do golo revela uma fragilidade defensiva bastante visível por parte dos holandeses. 


14 de mar de 2016

Tomada de decisão: a diferença entre decorar ou compreender o jogo

Alguns lances em que o que está em discussão não é a qualidade dos intervenientes mas sim o tipo de decisão. Algumas transições em que o portador da bola, com espaço para conduzir, opta pela passe. Outras em que opta por conduzir. Modric opta bem, João Mário opta mal. Messi opta bem por conduzir. Iniesta opta bem por passar em vez de conduzir. E porque? É fácil de explicar, e de perceber, com base na explicação, porque é que é fundamental que os jogadores compreendam o jogo em vez de o decorarem. 

Passe do Modric - Apesar de ter espaço para conduzir a bola, percebe de imediato que Ronaldo se encontra perto da linha defensiva adversária, e que com um passe para a profundidade, elimina toda a linha defensiva adversária, deixando Ronaldo na cara do GR. É a decisão que aproxima mais a equipa do sucesso, em função do contexto que se verificava (movimento do Ronaldo, altura da linha defensiva, proximidade de Ronaldo para a linha defensiva). Antes do passe estavam 4 adversários à frente da linha da bola, depois do passe, nenhum. 
Passe do João Mário - Com espaço para conduzir, opta por realizar um passe que não oferece nada à equipa. Um passe que não acrescentou nada de positivo ao ataque do Sporting uma vez que além de retirar a bola do corredor central, não eliminou nenhum adversário do lance. Nesta situação, impunha-se a João Mário que conduzisse a bola, aproveitando o espaço dado pela linha defensiva do Benfica que baixava para controlar a profundidade, para posteriormente, se estivessem reunidas as condições ideais (entrada de algum colega em rutura para bater a linha defensiva), soltar a bola .

Com espaço conduziu a bola, fixou os adversários e isolou o colega
Com espaço para conduzir, passou e isolou o colega
Então o que é que se deve dizer aos jogadores, e aqui falo principalmente ao nível da formação, para fazerem neste tipo de situações em que há espaço para conduzir? A resposta é: não devemos dizer o que fazer. Não devemos dizer o que fazer porque o nosso objetivo não é que o jogador decore um conjunto de soluções, mas sim que ganhe capacidade de perceber a decisão que deve tomar em função do contexto que se verifica. Devemos ajudá-lo a perceber qual a melhor maneira de resolver cada problema porque apesar de muitos lances aparentarem serem iguais, há particularidades que os distinguem e que influenciam a decisão.


© Domínio Táctico 2012 | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis